Grupo City acumula fracassos globais e crise de bilhões chega ao Bahia
A venda da SAF do Esporte Clube Bahia ao Grupo City elevou as expectativas do torcedor tricolor diante dos investimentos feitos nos últimos anos.
Contudo, o sentimento que tem predominado na Fonte Nova é de "promessa quebrada" ou desilusão.
Isso ocorre, especialmente, porque a comparação entre os milhões de reais gastos e os resultados apresentados pelo time até o momento é incompatível.O Bahia investiu cerca de R$ 485,60 milhões em contratações de jogadores desde a chegada do conglomerado.
Apesar da dificuldade natural de montar um time competitivo a partir de um elenco recém-promovido da Série B — como aconteceu nos primeiros anos da "Era City" —, a resposta dentro de campo parece muito distante do que se esperava.A sensação é justificada pelas decepções do time na temporada: eliminações precoces na Copa do Brasil e na Libertadores, campanha em decadência no Campeonato Brasileiro e ausência de contratações que elevem o patamar do elenco.O Tricolor não é o único time do Grupo City que vive esse cenário, e o sentimento de frustração tem se tornado cada vez mais constante no conglomerado.
O próprio Manchester City, carro-chefe da holding global, já não demonstra a mesma hegemonia na Europa como no auge da "Era Pep Guardiola".A decepção começou no topo da pirâmideO time inglês vive uma fase de transição após o período mais vencedor de sua história, marcada pela saída de ídolos como Pep Guardiola, Kevin De Bruyne, Bernardo Silva, Ederson e, por último, Rodri, que acertou com o Barcelona.
A busca pelo retorno ao protagonismo já rende críticas, inclusive pela escolha de Enzo Maresca para comandar esta nova era.
Guardiola deixou o comando do City - Foto: Jose Coelho / AFP / POOL Vice-campeão da Premier League na temporada passada — mesmo sendo o time inglês e o quarto de toda a Europa que mais investiu em contratações, com 177,2 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão) —, os Citizens iniciaram a temporada atual perdendo a Supercopa da Inglaterra para o Arsenal por 3 a 0.O Manchester City foi o segundo clube europeu que mais gastou em reforços nas últimas três temporadas, com 1,23 bilhão de euros investidos.
Embora tenha conquistado a Premier League pela quarta vez consecutiva em 2023/24, acumulou fracassos na Liga dos Campeões da UEFA e em outras competições.
Phil Foden, atacante do Manchester City - Foto: AFP As conquistas da FA Cup na temporada passada (com vitória sobre o Chelsea na final) e da Carabao Cup (diante do Arsenal), embora sejam títulos nacionais, são vistas como de "segunda prateleira" e não refletem o alto volume de investimentos do conglomerado.
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