Dólar oscila nesta sexta com dados dos EUA no radar
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O dólar abriu oscilando nesta sexta-feira (14), com investidores ainda repercutindo os novos dados da economia dos Estados Unidos . Às 9h53, a moeda norte-americana tinha leve queda de 0,01%, cotada a R$ 5,189.
Para Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, o Ibovespa deve iniciar a sessão sob forte influência de um cenário doméstico tenso, que ofusca o alívio vindo dos dados de inflação nos EUA.
"Enqunto o mercado externo respira com o adiamento das apostas de alta de juros pelo Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) para dezembro, o Brasil enfrenta uma combinação nociva de risco fiscal agravado por promessas de campanha, tensão geopolítica com a abertura de processo da Lei da Reciprocidade contra os EUA e uma sequência histórica de oito quedas consecutivas do índice", afirma.
Na véspera (13), o dólar fechou em alta de 0,27%, a R$ 5,191, enquanto a Bolsa encerrou o dia em baixa de 0,23%, aos 167.100 pontos. O índice terminou no menor nível desde 20 de janeiro, quando fechou aos 166.276 pontos.
O pregão foi marcado pela saída de investidores estrangeiros do Brasil, movimento que tem marcado agosto e pressionado os ativos domésticos ao longo da sessão.
Até o dia 11, o saldo de agosto está negativo em R$ 11,9 bilhões, o que, até o momento, coloca o mês como o segundo pior saldo do ano, atrás apenas de maio. No acumulado de 2026, porém, o saldo permanece positivo em R$ 29,1 bilhões.
O cenário eleitoral e as preocupações fiscais também pressionam os ativos brasileiros. Os fatores foram citados pelo banco JPMorgan ao reduzir a recomendação para as ações brasileiras de "overweight" (acima da média) para "neutra".
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"O rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan contribuiu para destravar essa percepção do investidor estrangeiro, que estava um pouco mais alheio a essa questão. O investidor local é que estava mais preocupado com a eleição, a dinâmica da dívida bruta e o crescimento real das despesas. Isso começou a chegar um mais ao investidor estrangeiro agora, que, sem dúvidas, tem muita força para fazer preço", diz Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
Também pesa a perspectiva de juros elevados por mais tempo, em meio às incertezas relacionadas à guerra no Irã . A Selic em patamar elevado favorece os investimentos de renda fixa e reduz parte da atratividade da Bolsa.
O conflito no Oriente Médio também favorece a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta de seis moedas, abriu em queda de 0,34% nesta sexta-feira.
Lá fora, investidores repercutiram novos dados de inflação nos Estados Unidos abaixo do esperado. Na comparação com o mês anterior, os preços ao produtor nos EUA ficaram estáveis em julho, enquanto, na base anual, a alta foi de 4,7%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.