MRV (MRVE3): Ações saltam 6% após balanço do 2T26, mas analistas divergem sobre resultado; veja preços-alvo e recomendações
As ações da MRV&Co (MRVE3) , conglomerado que reúne empresas imobiliárias como MRV Incorporação, Urba, Luggo e Resia , operam em alta nesta quinta-feira (13), um dia após a companhia divulgar o balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26) . Entre analistas, a avaliação dos números é mista .
Por volta das 10h40 (de Brasília), os papéis, que são negociados dentro do índice Ibovespa (IBOV) , avançavam 6% , cotados a R$ 4,46 , após abrirem o pregão a R$ 4,20 . Acompanhe o tempo real.
Segundo a equipe de análise da XP Investimentos , a MRV&Co apresentou números “fracos” , principalmente porque reconheceu integralmente, no 2T26, as baixas contábeis ( impairments ) relacionadas à Resia , sua subsidiária do grupo nos Estados Unidos (EUA) que está em processo de encerramento.
Entre abril e junho, o conglomerado registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 626,3 milhões , uma redução de 22,7% em relação ao prejuízo registrado no mesmo período de 2025.
O que mais pesou no balanço foi, de fato, a já esperada baixa contábil de US$ 110 milhões da Resia.
A divisão de negócios norte-americana reportou a perda por causa da venda de empreendimentos e terrenos abaixo do valor patrimonial , em meio a uma piora do mercado por lá.
Esta foi a segunda baixa contábil reportada pela MRV&Co. Há um ano, o grupo já havia comunicado um impairment de US$ 144 milhões no início do processo de venda dos ativos nos EUA.
Apesar do impacto no resultado, a XP avalia que as alienações nos Estados Unidos devem ajudar a reduzir a alavancagem da companhia.
Isso porque a MRV&Co espera uma redução de R$ 1,7 bilhão na sua dívida líquida , para R$ 4,6 bilhões , ante R$ 6,3 bilhões ao final de 2025.
“No geral, vemos os resultados como fracos, uma vez que a companhia reconheceu integralmente, no 2T26, os impairments referentes às vendas recentes da Resia. Só que, do lado positivo, o 3T26 pode apresentar melhora, sem o reconhecimento de impairments e com geração de caixa superior a R$ 1,5 bilhão”, disse a corretora.
“Mantemos nossa recomendação de compra para a ação, com base na trajetória de desalavancagem e no valuation , com o papel negociando a 3,1 vezes o múltiplo preço sobre lucro (P/L) estimado para 2027”, acrescentou.
A equipe de análise do Bradesco BBI , por sua vez, classificou o balanço como “em linha”.
Para o banco, apesar do impacto negativo da operação nos Estados Unidos, a dinâmica do negócio principal no Brasil, especialmente na MRV Incorporação , continua evoluindo positivamente, com melhora contínua das margens.
A operação brasileira do conglomerado apresentou lucro líquido ajustado atribuível aos acionistas de R$ 155 milhões , alta de 28,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
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