Regras definem atuação de fisioterapeutas em pacientes no fim da vida
O Coffito (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) definiu novas regras para a atuação de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais em cuidados paliativos e reabilitação paliativa.
As normas detalham atribuições, locais de atendimento, exigências de qualificação e até situações em que procedimentos sem benefício ao paciente devem ser interrompidos em conjunto com a equipe de saúde.
Atendimento pode ser prestado a pessoas de qualquer idade com doenças graves que ameacem a continuidade da vida, inclusive durante tratamentos voltados ao controle ou à modificação da doença.
Na Fisioterapia, a resolução prevê atuação no controle de sintomas como dor, falta de ar, fraqueza, fadiga e tosse, além do acompanhamento da mobilidade, força muscular, equilíbrio e função cardiorrespiratória.
O profissional também poderá participar da indicação, ajuste e retirada de oxigenoterapia e suporte ventilatório, dentro dos limites de sua competência.
Entre as intervenções previstas estão exercícios, terapia manual, técnicas de posicionamento e outros recursos voltados à prevenção de complicações, manutenção da capacidade física e promoção de conforto.
A conduta deve ser adaptada conforme a evolução da doença e as necessidades de cada paciente.
A resolução também determina que o fisioterapeuta identifique e suspenda, em articulação com a equipe, procedimentos que configurem obstinação terapêutica ou distanásia.
Na prática, são situações em que uma intervenção prolonga o processo de morrer sem oferecer benefício proporcional ao paciente.
A decisão deve ser fundamentada e registrada.
Outro ponto é o respeito às decisões previamente manifestadas pelo paciente, como diretivas antecipadas de vontade e testamento vital.
O fisioterapeuta também deve garantir comunicação clara com o paciente e familiares e combater a prática de esconder informações sobre o quadro clínico.
Já na Terapia Ocupacional, a regra tem foco na preservação da autonomia e da participação da pessoa em atividades do dia a dia.
Isso inclui tarefas básicas, educação, trabalho, lazer, sono, convivência social e outras atividades consideradas importantes pelo paciente.
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