MP investiga suposto esquema que teria desviado R$ 37 milhões em recursos da saúde de Natal e do RN
Operação foi deflagrada nesta quinta-feira (27) pelo MPRN MPRN/Reprodução O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) iniciou nesta quinta-feira (27) a Operação Oxigênio Financeiro, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro a partir de recursos públicos destinados a serviços de atenção domiciliar (home care).
Segundo o órgão, cerca de R$ 37 milhões teriam sido desviados do Estado e do Município de Natal.
Ainda de acordo com o MPRN, os investigados teriam usado recursos obtidos por meio de fraudes em ações judiciais para comprar estabelecimentos comerciais para ocultar patrimônio.
Entre os negócios apontados na investigação estão uma cafeteria, um salão de beleza e uma clínica popular. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e profissionais dos investigados.
Foram apreendidos documentos, dinheiro em espécie sem comprovação de origem, joias, celulares e computadores.
O material será analisado pelos investigadores.
A Oxigênio Financeiro é um desdobramento da Operação Curari Domi, deflagrada pelo MPRN após a identificação de um aumento considerado anormal na judicialização de serviços de saúde.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que colaborou com as informações que deram origem às investigações sobre possíveis irregularidades (veja posicionamento abaixo).
O g1 buscou contato com a Secretaria Municipal de Natal (SMS), mas não houve retorno até a última atualização desta matéria.
Como teria funcionado o esquema A investigação aponta que o grupo utilizava laudos médicos que apresentavam necessidades de atendimento maiores do que as dos pacientes para conseguir decisões judiciais de urgência relacionadas ao home care.
O órgão ministerial diz ainda que empresas pertencentes ao mesmo grupo familiar apresentavam orçamentos combinados.
Com isso, era criada uma aparente disputa de preços que, na prática, permitia ao grupo concentrar os contratos.
O dinheiro liberado por decisões judiciais seria posteriormente utilizado para alimentar a estrutura mantida pelos líderes da organização criminosa.
Ainda conforme o MPRN, o esquema contava com a participação de um advogado, um contador e gerentes administrativos, que atuariam na operacionalização dos pagamentos e na tentativa de ocultar a origem dos recursos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio Grande do Norte.