Sessão do STF teve policiais, Mendonça e Moraes lado a lado e gargalhadas na sala de lanches
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) teve nesta terça-feira (15) uma sessão recheada de bate-boca e acusações mútuas e que colocou a corte no centro do debate público no auge da campanha eleitoral.
Com pedido de vistas, Fachin suspende sessão do STF com ministros rachados e sem decidir casos Moraes e Mendonça Com bate-bocas, saiba o que aconteceu na 1ª parte da sessão do STF que discute se Moraes deve ser investigado Momento de tensão: Moraes acusa Mendonça de usar PF para incluí-lo em delação, e ministro rebate As tensões que envolveram os grupos rivais do STF se evidenciaram com a presença de pelo menos oito policiais no plenário, o que é incomum.
Eles transitavam pelas cadeiras olhando para lá e para cá, como “lanterninhas” de cinema em busca de movimentações atípicas da plateia.
Em estado de alerta e imiscuídos no meio dos presentes, agentes de segurança do Supremo chegaram a chamar a atenção de uma pessoa que se utilizava de mímicas para se comunicar com outra à distância.
Com a orientação era de silêncio absoluto, a plateia começou a trocar bilhetes.
Na disposição das cadeiras do plenário, organizada por ordem de data de posse no STF, os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, principais antagonistas da crise do Master e da atual correlação de forças da corte, sentam lado a lado.
Enquanto o presidente da corte, Edson Fachin, lia o relatório do caso, eles não se olharam e nem tiveram qualquer tipo de interação.
Depois que Fachin concluiu, a briga não tardou, com Moraes acusando Mendonça de plantar uma investigação contra ele no caso Master, e Mendonça o chamando de mentiroso.
Enquanto não estava falando, Mendonça mantinha as mãos em forma de oração (ele é pastor evangélico na Igreja Presbiteriana do Brasil), batucava na mesa ou grifava seus documentos com uma marca-textos cor-de-rosa.
Já Moraes balançava a cadeira para a direita e para a esquerda, ora olhando para o teto, ora mexendo no celular, ora fazendo anotações nos autos físicos de que dispunha para o julgamento, com uma caneta esferográfica azul.
A TV Justiça foi orientada a não filmar os embates diretos, mantendo a transmissão dos áudios, mas voltando seu foco a Fachin sempre que os bate-bocas se agravavam.
No entanto, as pessoas presentes no plenário, cujos celulares foram lacrados, presenciaram muitos episódios de dedos em riste.
No intervalo da sessão, por volta das 13h, Flávio Dino se aproximou de Fachin, fez um aceno de paz e disse ao presidente do STF que as duras críticas que havia feito à sua postura não eram de cunho pessoal.
Dino também conversou com Mendonça, a quem se opõe.
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