Mansão de Angra: Richarlison revela documentos que provariam que Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, de “tomar” ilha
O atacante Richarlison, do Tottenham e ex-seleção brasileira, divulgou um novo vídeo nesta quarta-feira (21) em que apresenta documentos para sustentar que adquiriu legalmente uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), e acusa o advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), de ter se apropriado do imóvel por meio de uma operação que teria contado com tratamento privilegiado da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) durante o governo Jair Bolsonaro.
A denúncia do jogador ganha força diante de documentos oficiais que revelam a diferença de tramitação dos pedidos apresentados à SPU.
Enquanto o grupo ligado a Richarlison aguardou quase dez meses sem conseguir concluir a regularização, o processo relacionado à empresa WT Administração de Imóveis e Bens, ligada a Tomaz, foi concluído em julho de 2022, com a emissão de uma Certidão de Autorização para Transferência (CAT) em modalidade especial.
“Eu, como cidadão brasileiro, queria ter esses privilégios, né? Saber como é que faz para ter esses privilégios de a Justiça resolver mais rápido para um do que para outros”, questionou Richarlison.
A manifestação é uma resposta direta ao desafio lançado por Willer Tomaz, que havia prometido transferir os direitos sobre o imóvel ao jogador, sem custos, caso ele apresentasse documentos anteriores a julho de 2022 que comprovassem sua ligação com a propriedade e os pagamentos realizados.
“Está aí a prova, seu Willer Tomaz.
Você falou que, se eu tivesse a prova que eu comprei a ilha, você ia devolver a ilha, então está aí a prova”, afirmou.
Richarlison detalha compra e investimento de R$ 10 milhões Na publicação que acompanha o vídeo, Richarlison afirma que adquiriu a área em outubro de 2020, em sociedade com o ex-deputado estadual mineiro Alencar da Silveira Júnior, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas-Gerais (TCE-MG).
Segundo o jogador, foram investidos aproximadamente R$ 10 milhões entre aquisição de direitos, reformas e segurança.
Desse montante, R$ 4,66 milhões teriam sido destinados a indenizações pagas aos antigos ocupantes.
O atacante sustenta que todos os antigos moradores foram indenizados mediante acordos formalizados em cartório e que sua posse foi reconhecida pela Justiça do Rio de Janeiro.
“Foi tudo na frente do juiz, foi tudo na frente do desembargador do Rio de Janeiro e foi tudo correto”, declarou.
Richarlison afirma que, enquanto seu grupo aguardava a regularização junto à SPU, pessoas ligadas a Willer Tomaz passaram a reivindicar os direitos sobre a área.
“Eles nada, só ficavam enrolando até chegar a turma do Willer Tomaz.
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