A nova dor de cabeça que Michelle provocará em Flávio Bolsonaro
Nos corredores abafadiços de Brasília, o suspiro de alívio dado pelos caciques do PL durou exatamente o tempo necessário para as câmeras serem desligadas.
Na terça (11), o QG da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro comemorou efuzivamente o desfecho aparente de um drama familiar que se arrastava há meses.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente cedeu aos apelos, entrou no estúdio e gravou uma participação especial para as peças eletrônicas que marcarão a estreia da propaganda eleitoral do enteado.
Ao sair do set, Michelle encenou o figurino perfeito do apaziguamento.
Declarou a interlocutores que o desgaste público com o candidato do PL, e enteado, era página virada e assegurou ter colocado uma “pedra definitiva” sobre as desavenças.
“Quem não tem problemas na família?”, questionou a ex-primeira-dama diante de aliados, completando que o foco absoluto do grupo agora deveria ser a derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O discurso soou como música para os ouvidos de Flávio, que há semanas acumulava reveses políticos e desgaste de imagem.
Contudo, a análise fria dos bastidores revela que o aperto de mãos não passou de um armistício pragmático e puramente cenográfico.
O novo e incômodo problema no horizonte da campanha do filho mais velho de Jair Bolsonaro atende justamente pelo ritmo com que essa trégua será administrada.
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