Pai que matou filho para não pagar pensão pede avaliação de insanidade mental
Davi Piazza Pinto, de 38 anos, acusado de matar o próprio filho, de 11 anos, para não continuar pagando pensão alimentícia de R$ 1,8 mil, pediu à Justiça da Paraíba uma avaliação de insanidade mental.
O menino, que tinha autismo não verbal e deficiência visual, foi morto em um apartamento em João Pessoa, no ano passado.
A 2ª Vara Metropolitana do Tribunal do Júri da Paraíba encaminhou o pedido ao MPPB (Ministério Público da Paraíba), que deverá se manifestar em até 10 dias.
Conforme decisão assinada pela juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão, após o parecer do órgão, o caso voltará para análise judicial.
Até o momento, o Ministério Público não havia se manifestado.
A avaliação, se autorizada, será realizada por uma junta médica e deverá verificar se o réu tinha capacidade de entender o caráter ilícito do que fez no momento do crime.
O pedido da defesa não significa que ele tenha sido considerado inimputável.
Davi permanece preso preventivamente.
Na época do assassinato, durante depoimento à Polícia Civil, o pai afirmou que estava endividado e não queria mais arcar com a pensão alimentícia.
Segundo a investigação, ele planejou o crime, recebeu o filho no apartamento alugado na capital paraibana e matou a criança por asfixia.
Em novembro do ano passado, Davi foi indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O homicídio foi qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia e pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos.
Relembre o caso - O menino, natural de Campo Grande, foi encontrado morto em uma cova rasa em uma área de mata no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa.
O corpo estava em um saco plástico preto e parcialmente coberto por terra.
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