Governo decreta emergência em Roraima e cria gabinete para enfrentar impactos da estiagem
O governador Soldado Sampaio (Republicanos) assinou, na manhã desta quarta-feira (2), o decreto de situação de emergência, em nível 2, devido à estiagem em Roraima.
A medida considera a redução das chuvas e o agravamento da seca, que já provocam impactos no abastecimento de água, na produção rural, na saúde e na segurança da população.
Em nível 2, a estiagem é classificada como um desastre de média intensidade, que exige uma resposta ampliada do poder público, com possibilidade de mobilização de recursos estaduais e federais.
O Governo também criou o Gabinete Integrado da Operação El Niño 2026-2027 para coordenar ações de prevenção, preparação, resposta e recuperação diante da estiagem e de possíveis desastres naturais.
A ideia é buscar antecipar a resposta do Estado diante do agravamento da estiagem e dos possíveis impactos sobre o abastecimento, a produção rural e o meio ambiente.
Coordenado pela Casa Civil e pela Defesa Civil, o gabinete reunirá 19 órgãos e entidades estaduais, incluindo o Corpo de Bombeiros Militar (CBMRR), as polícias Militar ( PMRR ) e Civil ( PCRR ), as secretarias de Saúde ( Sesau ) e de Segurança Pública ( Sesp ), a Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) e a Caer.
A assinatura foi feita no quartel do Comando-Geral do CBMRR, em Boa Vista, e contou com a participação de secretários estaduais, como o comandante-geral da corporação, coronel Anderson Carvalho de Matos, e o presidente da Caer (Companhia de Águas e Esgotos de Roraima) , James Serrador.
“O trabalho preventivo iniciou iniciou no ano passado e essa estruturação das secretarias que compõem esse gabinete de crise iniciou bem antecipada.
Já tivemos várias reuniões, vários alinhamentos, inclusive com o Governo Federal, por conta da nossa preocupação com esse período que já se estabeleceu”, pontuou o comandante-geral do CBMRR.
Anderson Carvalho de Matos também adiantou a possibilidade de suspensão do calendário de queimadas, atualmente estendido até 30 de setembro, e a previsão de convocação de 47 brigadistas reservas do processo seletivo vigente, podendo ser aberto um novo certame conforme a evolução da crise.
Rio Branco abaixo da média histórica Um dos principais sinais da crise está no Rio Branco.
Dados do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), de 27 de agosto, apontam que o rio estava em 1,38 metro em Boa Vista.
O nível ficou abaixo da mínima histórica de agosto, de 1,39 metro, e 70,3% abaixo da média histórica do mês, de 4,64 metros.
Em Caracaraí, o rio chegou a 2,05 metros, 62,7% abaixo da média de agosto.
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