É confiável? Como a IA pode te ajudar a organizar o seu orçamento
Aplicativos e assistentes de inteligência artificial já ajudam a analisar despesas e organizar o orçamento. Mas até que ponto o consumidor deve confiar em uma recomendação automatizada? Especialistas dão dicas de como usar a IA com segurança e quais cuidados você deve tomar.
Existem hoje diferentes aplicativos de controle financeiro e assistentes de IA capazes de organizar informações, categorizar gastos, identificar padrões de consumo e produzir análises a partir dos dados fornecidos pelo usuário. Entre essas ferramentas de IA generativa, estão assistentes como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot.
"Mas uma ferramenta não é uma solução financeira. A tecnologia pode ajudar a organizar informações e até apresentar possibilidades, mas não conhece necessariamente a história daquela pessoa, seus hábitos, seus sonhos, suas necessidades e a relação que ela construiu com o dinheiro", afirma Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira e da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin).
IA para tarefas de apoio. Domingos diz que a IA pode ser utilizada para tarefas de apoio, como organizar informações, fazer cálculos, comparar cenários, ajudar a visualizar gastos e levantar perguntas que a pessoa talvez ainda não tenha feito. "O problema começa quando a ferramenta passa de apoio para uma tomadora de decisão", diz.
Não considero adequado entregar à inteligência artificial a responsabilidade de decidir sozinha sobre investimentos, contratação de crédito, renegociação de dívidas ou qualquer decisão que possa comprometer significativamente a vida financeira. Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira
Especialmente na análise dos dados, segundo Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação. "Se a pessoa consegue, por exemplo, importar a fatura do cartão e tiver as coisas razoavelmente planilhadas, os orçamentos, rendimentos, despesas, quanto mais informação tiver, mais a IA consegue compor esse quadro. Quanto mais a pessoa também conseguir sinalizar quais são os objetivos e anseios, mais a IA se torna efetiva e ajuda em todo esse planejamento", afirma.
Para Domingos, nesse ponto, a IA pode ser bastante útil. "Se a pessoa fornecer informações corretas e organizadas, a ferramenta pode classificar gastos, encontrar repetições, identificar aumentos de determinados gastos, mostrar onde houve maior concentração de recursos e ajudar a construir diferentes cenários. Mas existe uma diferença fundamental entre mostrar o desperdício e mudar o comportamento que provoca o desperdício", declara.
A IA pode facilitar esse processo, mas não substitui a consciência necessária para mudar hábitos. Reinaldo Domingos
Os especialistas listam algumas dicas e cuidados que você deve ter ao usar a IA para te ajudar no seu orçamento:
Busque ferramentas confiáveis, especialmente se for um aplicativo. Arthur Igreja recomenda procurar nas lojas oficiais de aplicativos, porque eles passam por um crivo e por testes. "A maneira mais segura é procurar quais IAs têm mais preocupação com segurança e privacidade e, na medida do possível, usar os planos pagos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.