Ibovespa recua pressionado por saída de estrangeiros; dólar sobe a R$ 5,22, maior cotação desde março
Em um clima de aversão a risco global, o Ibovespa, principal índice de ações brasileiras, recuou pelo nono dia consecutivo, na pior sequência de quedas em três anos, com a venda generalizada, principalmente, dos investidores estrangeiros.
Durante a maior parte do pregão, o índice registrou queda acentuada, mas recuperou grande parte das perdas.
Nesse processo, eles levaram seus dólares, o que fez a cotação da moeda americana subir, nesta sexta-feira (14) ao maior nível desde o final de março.
O Ibovespa fechou em ligeira queda de 0,10%, a 166.934 pontos, mantendo o menor nível desde janeiro.
Na mínima do dia, ficou abaixo dos 165.000.
Na semana, acumula recuo de 3,2%.
Dos 78 ativos que compõem o índice, 49 registraram desvalorização; 22 deles recuaram mais de 2%.
No mercado de câmbio, o dólar avançou 0,5%, a R$ 5,22, maior cotação desde 30 de março.
Na semana, a valorização foi de quase 3%.
Em Nova York, os principais índices fecharam em queda.
Na semana, S&P 500 e Nasdaq anotam ligeiro ganho, enquanto o Dow Jones teve perda de 0,6%.
O petróleo tipo Brent, a referência global e brasileira de preço, encerrou cotado a US$ 88,52 o barril e ganho de 6,4% na semana.
A saída de estrangeiros se intensificou nesta semana, com saldo negativo de nada menos do que R$ 11,9 bilhões em agosto.
O vaivém do período eleitoral é um dos principais motivos para o fluxo negativo de capital externo, como indicou em carta aos investidores o J.P.
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