Preços do petróleo avançam mais de 5% na semana com impasse sobre Ormuz
O impasse sobre a reabertura de Ormuz pesou sobre o mercado de energia nesta semana, levando os contratos futuros de petróleo a encerrarem o período com ganhos acima de 5% no período.
Sem novos desdobramentos na agenda diplomática, os preços exibiram alta moderada nesta sexta-feira, com novas ameaças econômicas dos Estados Unidos ao Irã e ataques de Houthis contra a Arábia Saudita.
O petróleo Brent, a referência global e brasileira de preços, com entrega para outubro encerrou em alta de 1,67%, cotado a US$ 88,52 por barril, na ICE.
O WTI, referência americana, com vencimento em setembro teve avanço de 1,42%, cotado a US$ 82,40 por barril, na Nymex.
Na semana, os ganhos foram de 6% e 5,4%, respectivamente.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que será aplicada pressão econômica ao Irã “como o mundo nunca viu”.
Já o secretário de Energia americano, Chris Wright, disse que o país está ampliando sua capacidade de escolta de navios pelo Estreito de Ormuz, embora o mercado permaneça cético quanto às declarações.
“O preço do Brent subiu na última semana, aproximando-se da faixa superior dos 80 dólares, devido ao progresso limitado nas negociações entre os EUA e o Irã e ao crescente aperto no mercado, à medida que os estoques continuam a diminuir enquanto a demanda global aumenta”, observa a equipe pesquisa de commodities do Goldman Sachs.
O banco aponta que as exportações de petróleo no Golfo Pérsico permanecem baixas, em cerca de 36% dos níveis pré-guerra, embora reconheça que os dados mais recentes possam não captar totalmente os prováveis fluxos significativos de origem não declarada ("dark flows").
Os analistas também ponderam que esses números de oferta tendem a sofrer revisões para cima ao longo do tempo, à medida que mais dados de cargas não declaradas são apurados ou que rotas alternativas se consolidem.
Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.
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