O que sabemos sobre plano controverso contra imigração no Texas
Embora o governo federal dos Estados Unidos tenha suspendido as obras de infraestrutura de segurança na fronteira no Parque Nacional Big Bend, no Texas, opositores da construção na região participaram de uma reunião de uma comissão estadual na última quarta-feira (19).
Eles apresentaram apelos, muitas vezes emocionados, na esperança de convencer o colegiado a interromper o projeto em terras estaduais.
Muitos proprietários de terras, empresários e conservacionistas do oeste do Texas compareceram à audiência pública anual do Departamento de Parques e Vida Selvagem do Texas, em Austin, para protestar contra as medidas de segurança na fronteira — incluindo planos de construção no Parque Estadual Big Bend Ranch, próximo ao parque nacional.
Segundo eles, essas obras prejudicarão o meio ambiente, afetarão empresas do setor de lazer e turismo e destruirão sítios arqueológicos ao longo da fronteira entre os EUA e o México.
As obras seriam parte de mais uma das medidas anti-imigração do governo do presidente americano Donald Trump.
A audiência ocorreu dois dias depois que o chefe da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA), Rodney Scott, diante de críticas bipartidárias ao projeto, suspendeu a construção no parque nacional para visitar a região e conversar com autoridades policiais locais e outras partes interessadas.
As obras planejadas na área de Big Bend, no Texas, fazem parte de um plano federal mais amplo para concluir o muro fronteiriço e outras medidas de segurança na fronteira antes que o presidente Donald Trump deixe o cargo.
No Parque Nacional Big Bend, o plano atual não prevê a construção de um muro tradicional, mas sim a instalação de barreiras para veículos, a construção de estradas de patrulhamento e a melhoria de vias já existentes.
Máquinas pesadas realizaram terraplanagem e escavações em partes do parque neste mês, até que Scott anunciou a suspensão.
Na terça-feira (18), Scott reuniu-se com xerifes locais e juízes de condados fronteiriços, informando-os de que as obras seriam suspensas por pelo menos duas semanas e reiterando que a agência não tinha planos de construir um muro no parque nacional, segundo dois xerifes presentes na reunião.
Scott também afirmou que consideraria descartar os planos de construir novas estradas de patrulhamento, optando por utilizar as vias já existentes no parque.
Na tarde de quarta, tratores pareciam estar sendo retirados das áreas onde haviam operado ativamente nas duas semanas anteriores.
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