Especialista detalha suspensão de vistos americanos: “Não tem o que fazer”
Os Estados Unidos suspenderam o agendamento de entrevistas para vistos de imigrantes em todo o mundo, medida que também afeta brasileiros que buscam residência permanente no país.
Para quem já tinha uma entrevista marcada, a perspectiva é desanimadora .
Em entrevista ao Live CNN desta quarta-feira (26), o especialista em Direito Internacional Daniel Toledo explicou que a legislação americana e o direito internacional conferem ao país o poder exclusivo de conceder ou negar autorizações de entrada.
Sobre os direitos de quem já havia agendado sua entrevista, Toledo foi categórico: “ O único recurso que a pessoa tem é Deus “, afirmou o especialista.
Análise: Trump retoma guerra comercial dos EUA contra aliados Governadora de Nova York proíbe polícia local de ajudar ICE Correspondente da CNN relata deportações secretas dos EUA em Bangui Toledo ressaltou que o visto não representa uma garantia, mas sim uma expectativa de direito de entrada.
Portanto, mesmo quem já havia organizado sua vida em torno de um agendamento , incluindo a compra de passagens, não dispõe de recursos legais para contestar o cancelamento.
“Não tem muito o que fazer.
Cabe exclusivamente ao Departamento de Estado determinar quando, se e como ele fará a seleção dessas pessoas.
Cabe a ele também negar o visto para qualquer pessoa, sem qualquer explicação “, completou.
A recomendação do especialista é acompanhar as informações diretamente no site oficial do DHS (Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos), onde todas as normativas são publicadas.
Sobre os casos de reunificação familiar imediata, como cônjuges de cidadãos americanos, Toledo afirmou não ter visto nenhuma lista de exceções publicada até o momento.
Com base em situações anteriores semelhantes, o especialista relatou que pedidos com solicitação de prioridade , por dependência física, emocional ou financeira de um cidadão americano, não estavam sendo concedidos.
“A entrevista era feita, era feita a aprovação, mas não era concedida a autorização de entrada nos Estados Unidos nem o green card.
Imagino que agora deve ser exatamente da mesma forma”, disse Toledo.
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