Maternidade de Campinas zera registros de laqueaduras em cesarianas, e mulheres relatam negativas
Maternidade de Campinas zera registros de laqueaduras em cesarianas A Maternidade de Campinas zerou os registros de laqueaduras durante cesáreas em 2026.
É o que mostram os dados de produção hospitalar levantados pelo g1 a partir de registros públicos do Sistema Único de Saúde (SUS).
A reportagem também ouviu mulheres que procuraram a unidade ao longo deste ano para fazer o procedimento e relatam ter recebido respostas negativas. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Pelo levantamento, em 2025, ocorreram 390 cesarianas com esterilização entre janeiro e outubro, uma média mensal de 39; no mês seguinte caíram para cinco e, em dezembro, para duas.
De janeiro a junho, foram zero.
A instituição nega ter interrompido o serviço, afirma que os registros aguardam processo de atualização, mas não apresentou dados que contraponham os oficiais (veja o posicionamento completo abaixo).
No período, as laqueaduras isoladas, fora do momento do parto, continuaram sendo feitas.
O hospital mantém convênio com a Prefeitura e é o único habilitado pelo município para realizar esse serviço por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a administração municipal, além da maternidade, outra unidade que faz laqueaduras durante o parto na cidade pelo SUS é o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), da Unicamp, vinculado ao estado. 📊 Para essa apuração a reportagem cruzou os demonstrativos das instituições conveniadas ao SUS, disponibilizados pela Prefeitura e números do DataSUS, do Ministério da Saúde – sendo que ambos indicam zero registros de laqueaduras durante cesarianas na Maternidade de Campinas em 2026.
A reportagem ainda ouviu as pacientes que tentaram, sem sucesso, fazer a esterilização.
Negativas a mulheres Entrevistadas relatam que, mesmo manifestando o desejo com antecedência e cumprindo os requisitos, ouviram que a maternidade não faz mais a cirurgia durante a cesárea, que seria preciso esperar meses ou procurar outra unidade.
Desde 2024, a maternidade é administrada pela Sociedade Campineira de Educação e Instrução (SCEI), mantenedora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) Campinas e do Hospital PUC-Campinas.
A mudança na gestão ocorreu enquanto a entidade, que está em recuperação judicial, apresentava um endividamento de R$ 142 milhões.
Na época, a nova gestão afirmou que os atendimentos pelo SUS seriam mantidos e que não haveria mudanças significativas no atendimento.
A princípio, as laqueaduras nos partos continuaram sendo realizadas e a queda ocorreu a partir de novembro de 2025, um mês depois de o convênio entre o hospital e o município ser renovado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.