Cogna (COGN3) salta quase 5% após resultados do 2T26; hora de comprar? Veja o que dizem os analistas
As ações da Cogna (COGN3) despontam entre as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira (13), com avanço de quase 5% por volta das 10h45.
A empresa apresentou um segundo trimestre de 2026 marcado por crescimento de receita, avanço do lucro e forte geração de caixa, com a Educação Básica como principal motor do resultado.
A receita líquida consolidada somou R$ 1,96 bilhão, alta de 17,8% em relação ao 2T25, enquanto o Ebitda recorrente chegou a R$ 589,4 milhões, avanço de 6,8%.
O crescimento, porém, veio acompanhado de pressão sobre as margens. A margem Ebitda recorrente caiu cerca de 3 pontos percentuais, para 30,1%, principalmente em razão da mudança do mix de receitas, com maior participação da Educação Básica e do PNLD (Programa Nacional do Livro e do Material Didático), além dos efeitos da maior presencialidade na Kroton.
Para as casas de análise, o trimestre reforçou a percepção de que a empresa vem conseguindo transformar crescimento em geração de caixa, mesmo diante dos efeitos da mudança regulatória no ensino a distância e da pressão sobre rentabilidade. O fluxo de caixa livre aparece como um dos principais destaques dos relatórios.
O Bradesco BBI avaliou que os resultados vieram robustos e próximos das estimativas, com destaque para o fluxo de caixa livre para a firma (FCFF), de R$ 236 milhões, acima da projeção de R$ 154 milhões do banco.
Na avaliação do BBI, a receita líquida cresceu 18% na comparação anual, impulsionada pela Educação Básica e pela recuperação do PNLD. A instituição, porém, chamou atenção para a queda de 3,1 pontos percentuais na margem Ebitda ajustada, explicada pelo mix de receitas, pelas maiores despesas da Kroton e pelos efeitos do PNLD.
O banco também destacou como pontos positivos a melhora dos indicadores de recebíveis e o aumento do tíquete médio nos cursos presenciais e semipresenciais.
O Bradesco BBI manteve a recomendação de Compra para COGN3, considerando o valuation atrativo, o momento positivo de crescimento, a geração de caixa e o baixo nível de alavancagem.
O BTG Pactual classificou o trimestre como positivo e em linha com suas estimativas. Para o banco, o principal destaque foi também a Educação Básica, enquanto a Kroton apresentou desempenho considerado resiliente diante das mudanças regulatórias.
O banco ressaltou que a margem Ebitda caiu 310 pontos-base, para 30,1%, devido principalmente ao crescimento mais rápido da Educação Básica, cuja rentabilidade é menor em determinadas linhas, especialmente no PNLD.
Na Kroton, a receita chegou a R$ 1,3 bilhão, alta de 6%. O BTG destacou a melhora do mix em direção aos cursos presenciais e híbridos, mas apontou que volumes e margens continuam sob pressão.
No primeiro semestre, o ingresso de novos alunos caiu 17%, com retração de 34% no ensino a distância, parcialmente compensada por altas de 12% no presencial e 3% no híbrido.
O BTG mantém uma visão positiva sobre a companhia, apoiada na execução operacional e na melhora da geração de caixa. A recomendação do banco é de compra para COGN3, com preço-alvo de R$ 5.
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