Denúncias de assédio eleitoral mais que triplicam em MS
As denúncias de assédio eleitoral em Mato Grosso do Sul mais que triplicaram desde o primeiro turno das eleições.
O número passou de 11 registros, em 4 de outubro, para 35 nesta segunda-feira (26), crescimento de 218,2%.
Mesmo com o fim da disputa presidencial, o MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul) alerta que ameaças, demissões e outras represálias motivadas pela escolha política dos trabalhadores continuam sujeitas a denúncia.
O balanço divulgado pelo órgão aponta que seis novas denúncias foram contabilizadas desde quinta-feira (22), quando o Estado somava 29 registros.
Em todo o País, o MPT recebeu 1.937 denúncias relacionadas às eleições deste ano.
O assédio eleitoral pode ocorrer quando empregadores ou outras pessoas pressionam trabalhadores a apoiar determinado candidato, revelar o voto ou mudar sua preferência política.
As situações também incluem ameaças de demissão, recusa de contratação e outras represálias após a divulgação do resultado das urnas.
As práticas não se limitam ao ambiente físico de trabalho.
Mensagens enviadas por aplicativos, publicações em redes sociais e outras formas de comunicação digital também podem ser denunciadas, dependendo das circunstâncias.
Denúncias continuam - A procuradora-chefe do MPT-MS, Cândice Arosio, reforça que o encerramento das eleições não impede a apuração de possíveis irregularidades.
“O encerramento das eleições não impede a apresentação de denúncias ao MPT-MS.
O órgão mantém disponível seu canal on-line para receber relatos a qualquer momento, inclusive após o período eleitoral”, afirmou.
O órgão lembra que o voto é livre e secreto.
Nenhum trabalhador é obrigado a informar em quem votou ou pode ser ameaçado, constrangido ou punido por sua escolha política.
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