Em Washington, Eduardo fala em sanções dos EUA contra ministros do STF
Ex-deputado e filho de Jair Bolsonaro afirma que governo Trump pode adotar novas medidas contra integrantes da Corte
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 17, em Washington, que os Estados Unidos podem adotar novas sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) . A declaração ocorreu durante agenda do ex-parlamentar na capital americana, onde ele e o empresário Paulo Figueiredo dizem ter se reunido com integrantes do governo de Donald Trump .
Eduardo também relacionou a possibilidade de novas medidas americanas ao cenário eleitoral brasileiro. Segundo ele, caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial e ministros do STF entendam o resultado como um ato de “golpismo”, o governo dos Estados Unidos poderia não reconhecer a eleição e sancionar individualmente magistrados brasileiros.
“Se eles [juízes do STF] entenderem que a eleição do Flávio é um ato de golpismo, os EUA podem perfeitamente não reconhecer a eleição brasileira e sancionar individualmente esses ministros” , afirmou Eduardo a jornalistas.
A declaração foi feita após questionamentos sobre as divergências entre ministros do Supremo durante a sessão de terça-feira, 15, que discutiu questões processuais relacionadas ao caso Banco Master. O julgamento foi interrompido depois de pedido de vista do ministro Flávio Dino .
“Quando Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes foram criticar André Mendonça, o que é que eles falaram? Falaram que aquilo ali era uma continuação do golpe” , disse o ex-deputado.
Eduardo e Paulo Figueiredo afirmaram que tiveram reuniões com autoridades do Departamento de Estado e da Casa Branca. Eles não divulgaram os nomes dos interlocutores e disseram que só revelarão as identidades caso o próprio governo americano torne os encontros públicos.
Segundo Eduardo, novas autoridades brasileiras podem ser alvo da Lei Global Magnitsky , mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para impor sanções a estrangeiros acusados de violações de direitos humanos ou corrupção.
O ex-deputado afirmou, porém, que não sabe quando eventuais novas sanções poderão ser anunciadas.
“Não somos nós que dizemos aos EUA o que fazer, quando fazer, até porque, se fosse dessa maneira, o Moraes continuava sancionado” , declarou.
Alexandre de Moraes já foi alvo de sanções dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, mas as medidas foram posteriormente retiradas pelo governo americano. Eduardo voltou a defender novas sanções durante sua passagem por Washington.
Além da crise envolvendo o STF, Eduardo e Figueiredo afirmaram ter discutido com interlocutores americanos o combate ao tráfico de drogas.
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