Uma cratera enterrada em Oklahoma ficou quase 100 milhões de anos mais jovem depois que cristais de zircão entregaram sua idade real
Pesquisa da Universidade do Texas usou datação de minerais microscópicos para revisar a idade de uma cratera enterrada e sua relação com eventos antigos.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A cratera de impacto de Ames, enterrada sob a cidade de mesmo nome em Oklahoma, pode ter se formado há aproximadamente 370 milhões de anos , quase 100 milhões de anos depois do que se pensava. Cristais de zircão analisados por pesquisadores da Universidade do Texas em Austin contestaram a ligação anterior com uma antiga sequência de impactos de meteoritos.
A idade anterior, próxima de 467 milhões de anos, vinha principalmente de fósseis de conodontes encontrados nos sedimentos da estrutura. Esses pequenos animais marinhos deixaram elementos semelhantes a dentes que ajudam a datar camadas geológicas.
O problema é que um fóssil pode ser mais antigo que o depósito onde acabou preservado . O impacto pode ter misturado materiais de épocas diferentes. Assim, a idade dos conodontes não demonstrava necessariamente quando o meteorito atingiu a região.
O zircão conserva registros de urânio e chumbo, usados como relógio isotópico. O estudo publicado em julho de 2026 combinou técnicas de datação e imagens microscópicas para interpretar esses registros:
O novo resultado distingue a idade da rocha que foi atingida do evento que formou a cratera. A estrutura tem cerca de 14 a 16 quilômetros de diâmetro.
O novo intervalo é próximo da crise de extinção Frasniano-Fameniano , ocorrida há cerca de 372 milhões de anos, quando numerosos organismos marinhos desapareceram. Isso abre uma possibilidade de investigação, mas a coincidência cronológica não demonstra que Ames tenha provocado a crise.
A Universidade do Texas também observa que o impacto deixa de integrar o chamado Evento Meteórico do Ordoviciano, associado à hipótese de um antigo anel de detritos ao redor da Terra.
Os minerais registram processos distintos: a formação da rocha, o choque de um impacto ou aquecimentos posteriores. Para separar essas etapas, os pesquisadores consideraram:
A data de 369,7 ± 5,9 milhões de anos oferece uma referência muito mais recente para Ames, embora represente uma restrição geocronológica interpretada a partir dos minerais, e não um instante exato registrado diretamente.
A descoberta também reforça a necessidade de revisar outras crateras datadas por evidências indiretas. Os cristais microscópicos ajudam a reconstruir a sequência de impactos antigos sem transformar coincidências com extinções em relações de causa e efeito.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.