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Jair Renan Bolsonaro se torna réu por lavagem de dinheiro na Justiça Federal

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Jair Renan Bolsonaro se torna réu por lavagem de dinheiro na Justiça Federal

A tramitação de denúncias criminais envolvendo o núcleo familiar dos Bolsonaro ganhou um novo capítulo na esfera legal nesta quinta-feira (29).

A 5ª Vara Criminal do Distrito Federal acolheu a peça acusatória elaborada pelo Ministério Público transformando em réu o filho mais novo do clã, Jair Renan Bolsonaro (PL), além de outros cinco investigados.

Ele é vereador em Balneário Camboriú (SC) e está eleito deputado federal pelo estado.

O litígio penal apura a suposta prática de uma série de crimes financeiros e operacionais voltados à falsificação de garantias empresariais perante o sistema bancário.

Com o recebimento formal da ação, abre-se a etapa processual em que os acusados passam a ter o status de réus e serão citados para apresentar resposta à acusação no prazo regulamentar de dez dias.

Ao analisar a inicial, o magistrado responsável considerou que o material probatório preliminar reunido pelos investigadores trazia elementos suficientes para fundamentar a instauração do processo criminal.

As apurações já haviam culminado, anteriormente, no cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos contra alvos ligados ao grupo em meados do ano passado.

Entenda a mecânica do suposto esquema de fraudes O ponto central da apuração está nas operações de crédito realizadas por meio da empresa RB Eventos e Mídia, empreendimento de titularidade do filho do ex-mandatário.

Conforme sustentado pelos promotores de Justiça, teria havido uma manipulação deliberada nas declarações de faturamento e nos balanços contábeis da firma.

O artifício tinha como finalidade simular um porte econômico expressivamente superior à capacidade real do negócio, oferecendo lastro fictício para a concessão de empréstimos bancários.

As movimentações financeiras investigadas, ocorridas no período compreendido entre 2022 e 2023, alcançaram quantias substanciais.

Em um dos episódios relatados na denúncia, documentos com indícios de adulteração atestavam um faturamento anual ilusório na casa dos R$ 4,6 milhões para a empresa.

A partir do uso desses dados inflados, foram contratados financiamentos de cerca de R$ 291 mil.

O esquema começou a ruir no momento em que os compromissos financeiros deixaram de ser honrados.

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