O plano secreto do Irã para intensificar a guerra
A ala mais radical do regime iraniano colocou em prática um plano secreto para intensificar a guerra com os Estados Unidos , informou o jornal americano The Wall Street Journal no domingo 16.
De acordo com a apuração, o país vem usando as pausas intermitentes nos combates desde o memorando de entendimento para um cessar-fogo assinado há dois meses com o objetivo de se preparar para um confronto de maior proporção, aumentando o controle sobre o Exército, acelerando a produção de mísseis e atacando navios no Estreito de Ormuz .
Comunicações interceptadas e outras informações de inteligência obtidas pelo WSJ indicam uma mudança estratégica por parte de líderes da linha dura, visando aumentar os custos para os Estados Unidos e seus aliados regionais.
O jornal, citando autoridades iranianas e árabes, informou que Teerã acreditava que tanto Washington como Israel estavam apenas ganhando tempo para um ataque futuro, ao mesmo tempo em que davam um alívio para a economia global após a pressão da rodada anterior de combates.
Autoridades de inteligência árabes “reuniram evidências — incluindo comunicações entre o Irã e milícias aliadas em países como Iêmen e Iraque — de uma mudança estratégica na liderança do país: a ala linha dura preparando suas forças para expandir o conflito e aumentar os custos para os Estados Unidos “, afirmaram ao jornal americano autoridades a par das descobertas.
Plano paralelo Segundo a publicação, após o presidente americano, Donald Trump , assinar o acordo provisório com o com o Irã em meados de junho, autoridades da ala pragmática do governo começaram a trabalhar em prol de um acordo que, em sua visão, iniciaria um processo de desescalada do conflito.
No entanto, a turma linha dura, dos ultranacionalistas islâmicos ligados à Guarda Revolucionária, elaboraram um plano diferente.
Continua após a publicidade “Na visão deles, o pacto provavelmente não passava de uma tentativa dos Estados Unidos e de Israel de aliviar a pressão sobre a economia global e ganhar tempo para um ataque maior no futuro.
Em vez de apostar nas negociações, eles passaram os últimos dois meses preparando-se para uma batalha maior”, afirma a reportagem.
Tais esforços incluiriam “conceder à poderosa Guarda Revolucionária maior controle sobre o Exército regular do país, nomear para cargos-chave veteranos experientes em combate — tanto da guerra contra o Iraque quanto de repressões internas passadas —, expandir operações de contrainteligência doméstica e intensificar a produção de mísseis e drones”.
Continua após a publicidade Mohammad Hassan Sangtarash, analista de defesa sediado em Teerã, disse ao jornal que “existe uma visão generalizada no Irã de que a guerra principal ainda não começou”.
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