Damares faz coro com Janja por medidas contra o Discord
Damares Alves (Republicanos-DF) se juntou à pressão sobre o Discord e defendeu punições contra a plataforma caso a empresa não apresente garantias efetivas de proteção a crianças e adolescentes.
A posição aproxima a senadora bolsonarista da cobrança feita pela primeira-dama Janja Lula da Silva , que pediu medidas duras contra o serviço após a morte de uma menina de 13 anos em Mato Grosso do Sul.
A convergência não é completa: Janja chegou a defender o bloqueio do Discord no Brasil, enquanto Damares condicionou novas punições à resposta da empresa.
A manifestação da senadora ocorre dois dias depois de a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinar a suspensão das transmissões ao vivo do Discord até que sejam comprovadas medidas capazes de reduzir os riscos para menores de idade.
Damares Alves cobra punições e garantias do Discord Damares afirmou que a defesa da liberdade de expressão não pode servir para afastar a responsabilidade das plataformas digitais.
Segundo a senadora, o Discord precisa demonstrar que consegue proteger crianças e adolescentes que utilizam o serviço.
“Liberdade de expressão é inegociável, mas esse direito não se confunde com impunidade.” A declaração foi divulgada nesta sexta-feira (14).
Damares também afirmou que denuncia há anos riscos enfrentados por crianças no ambiente digital e criticou o que considera uma demora do poder público em responder ao problema.
A posição chama atenção pelo alinhamento pontual com Janja em um tema que provocou reação de setores da direita contra medidas de responsabilização das grandes plataformas.
Damares, ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos de Jair Bolsonaro e uma das principais vozes conservadoras no Senado, colocou a proteção de menores acima da resistência a eventuais sanções contra o Discord.
Janja pediu bloqueio do Discord após morte de menina de 13 anos A pressão sobre a plataforma aumentou depois que Janja defendeu publicamente o bloqueio do Discord no Brasil .
A primeira-dama fez a cobrança em 6 de agosto, durante cerimônia de sanção de uma lei de proteção a crianças e adolescentes no ambiente digital.
Janja reagiu ao caso de uma adolescente de 13 anos, de Naviraí, em Mato Grosso do Sul.
Segundo a investigação policial, a menina teria sido submetida a ameaças, manipulação psicológica e desafios envolvendo automutilação antes de sua morte, transmitida pela plataforma.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.