Efeito Lula: Desemprego cai em 13 estados; saiba quais
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (14), os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referentes ao segundo trimestre de 2026.
A taxa de desemprego nacional recuou de 6,1% para 5,4% , redução de 0,7 ponto percentual, o que representa o menor índice para o período desde o início da série histórica, em 2012, com queda estatisticamente significativa em 13 das 27 unidades da federação.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o índice estava em 5,8%, o recuo foi de 0,4 ponto percentual.
Vinte e seis das 27 unidades da federação registraram alguma queda na taxa de desemprego, mas em 13 delas o recuo foi estatisticamente significativo.
Os estados que lideraram a melhora foram Rio Grande do Norte (-1,9 ponto percentual), Paraíba (-1,6 p.p.) e Acre (-1,6 p.p.).
A lista completa inclui ainda Tocantins (-1,5 p.p.), Alagoas (-1,3 p.p.), Minas Gerais (-1,2 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Goiás (-1,0 p.p.), Rondônia (-1,0 p.p.), Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.), Mato Grosso (-0,9 p.p.) e Santa Catarina (-0,6 p.p.).
As disparidades regionais, contudo, permanecem expressivas.
O Amapá registrou a maior taxa de desocupação do país, com 9,8%, seguido por Bahia (9,1%), Piauí (8,3%) e Pernambuco (8,3%).
No extremo oposto, Santa Catarina teve a menor taxa, de 2,1%, seguida por Mato Grosso (2,2%) e Espírito Santo (2,3%).
Informalidade Apesar do avanço em relação ao índice geral, a informalidade segue alta: 37,4% da população ocupada no segundo trimestre de 2026 trabalhava sem proteção formal, segundo o IBGE.
A queda em relação aos 37,8% registrados no mesmo período de 2025 não altera o quadro estrutural: mais de um terço dos trabalhadores brasileiros segue sem carteira assinada, sem acesso pleno à previdência e sem os direitos garantidos pela legislação trabalhista.
As desigualdades de gênero e raça reforçam esse quadro.
A taxa de desocupação entre as mulheres foi de 6,4%, ante 4,6% entre os homens.
Por cor ou raça, o índice ficou em 4,2% para brancos, 6,1% para pardos e 6,9% para pretos, todos acima da média nacional de 5,4% no caso de pretos e pardos.
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