'Arquivo S' dá vida a documentos preservados pelos arquivistas do Senado
O Dia do Arquivista, celebrado em 20 de outubro, chama a atenção para o trabalho dos profissionais responsáveis pela organização, preservação e disponibilização de documentos.
No Senado, essa atividade permite que registros produzidos ao longo dos 200 anos da instituição sirvam de fonte para projetos como o Arquivo S, que transforma o acervo do Arquivo da Casa em reportagens acessíveis sobre o papel do Parlamento em momentos históricos do Brasil.
Memórias preservadas O Arquivo S é um projeto multimídia mensal da Agência Senado em parceria com o Arquivo.
Publicadas na primeira sexta-feira de cada mês no portal Senado Notícias, as reportagens especiais resgatam fatos marcantes da história do país a partir de registros, projetos de lei e discursos dos parlamentares, preservados no acervo do Arquivo do Senado.
As produções exigem interpretar a linguagem e o contexto dos documentos.
O jornalista Ricardo Westin, responsável por grande parte das reportagens do Arquivo S, explica que esse trabalho envolve compreender tanto as informações evidentes quanto os aspectos que não aparecem diretamente nos textos. — O maior desafio é compreender tanto o que está explícito quanto o que está silenciado nos registros.
Para fazer essa tradução e interpretação, contamos sempre com a ajuda de historiadores especializados no tema.
Eles explicam o contexto e as intenções dos diferentes atores envolvidos no acontecimento ou na avaliação que se fazia dele.
A série começou em 2014, com a publicação de um novo episódio a cada mês.
Ao fim de cada ano, os textos são reunidos em um volume da coleção Arquivo S – O Senado na História do Brasil.
As matérias também ganharam versões em áudio, produzidas em parceria com a Rádio Senado, ampliando o acesso ao conteúdo, inclusive para pessoas com deficiência visual.
Entre as histórias recuperadas pelo projeto, o jornalista relembra o caso do senador do Império Bernardo Pereira de Vasconcelos, que minimizou a chegada da febre amarela ao Brasil em um discurso feito por volta de 1850.
Meses depois, o parlamentar morreu em decorrência da própria doença. — Durante a pandemia de covid-19, fizemos uma reportagem sobre as quarentenas e as epidemias de febre amarela no Brasil.
Nos documentos, encontramos um discurso em que o senador negava que a doença que havia chegado ao país fosse febre amarela.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www12.senado.leg.br — o conteúdo pertence a Agência Senado.