Por que não decidir a eleição presidencial no primeiro turno?
A campanha presidencial começou oficialmente com 13 chapas registradas, mas as pesquisas indicam que a disputa real continua concentrada em apenas duas candidaturas: a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e a do senador Flávio Bolsonaro, do PL.
Os dois representam campos políticos bastante conhecidos do eleitorado.
De um lado, Lula lidera uma frente progressista e democrática formada durante seu atual governo.
Do outro, Flávio Bolsonaro procura preservar o capital político, eleitoral e emocional constituído em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pode-se gostar ou não dessa configuração.
Pode-se lamentar a chamada polarização.
Pode-se desejar uma terceira via, um nome novo ou uma alternativa que supostamente consiga escapar dos conflitos dos últimos anos.
O problema é que eleições não são decididas pelos desejos dos comentaristas, pelas articulações partidárias nem pelas expectativas dos candidatos.
São decididas pelo voto.
E, até agora, as eleitoras e os eleitores brasileiros parecem ter feito uma escolha bastante objetiva: querem decidir entre Lula e o representante do bolsonarismo.
O Datafolha divulgado em 21 de agosto mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%.
Muito atrás aparecem Ronaldo Caiado, com 5%; Renan Santos, com 4%; Romeu Zema, com 3%; Augusto Cury e Pablo Marçal, ambos com 2%.
As demais candidaturas oscilam entre 0% e 1%.
A pesquisa ouviu 2.058 pessoas em 128 municípios e possui margem de erro de dois pontos percentuais. [ Os resultados completos foram publicados pela Folha de S.Paulo ].
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