Em 1995, havia apenas 51 cobras numa pequena ilha caribenha; 21 anos depois, eram mais de 1.100
Por pouco, uma espécie de cobra endêmica do Caribe não desapareceu completamente.
Depois de se tornar extremamente rara em Antígua, a serpente acabou restrita a uma pequena ilha próxima à costa, onde uma nova ameaça colocava em risco os poucos animais que ainda restavam.
A situação começou a mudar em 1995, quando pesquisadores identificaram apenas 51 indivíduos da espécie em Great Bird Island, uma ilha de 8,4 hectares localizada a cerca de 2,4 quilômetros de Antígua.
Metade das cobras examinadas apresentava ferimentos compatíveis com mordidas de ratos-pretos (Rattus rattus), que eram abundantes no local.
Conhecida como Antiguan racer e cientificamente chamada de Alsophis antiguae , a serpente é endêmica de Antígua e Barbuda.
O estudo do Internacional Zoo Yearbook que acompanha sua recuperação descreve a espécie, então classificada como criticamente ameaçada, como uma das cobras mais raras conhecidas.
O declínio havia ocorrido após a chegada de mamíferos invasores às ilhas .
Os pesquisadores apontam especialmente para o histórico impacto dos mangustos-asiáticos (Herpestes javanicus) , considerados responsáveis pelo desaparecimento de muitas serpentes do Caribe.
Em Antigua, a situação chegou a ser tão grave que a cobra foi declarada extinta em 1936 , embora relatos posteriores indicassem que uma pequena população ainda sobrevivia em Great Bird Island.
Foi ali que começou o esforço para evitar o desaparecimento definitivo da espécie .
Uma das primeiras medidas foi eliminar os ratos-pretos da ilha.
O trabalho envolveu a instalação de iscas em toda Great Bird Island e o monitoramento diário até que não fossem mais encontrados sinais de roedores.
O efeito sobre as cobras foi rápido.
Em até dois anos, a população da ilha havia mais que dobrado.
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