Ibovespa fecha próximo da estabilidade com apoio de Petrobras (PETR4); dólar sobe
O Ibovespa ( IBOV ) cedeu à aversão a risco externa com o novo avanço dos juros globais e a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.
As perdas, porém, foram limitadas pelos pesos-pesados ligados a commodities.
Nesta quinta-feira (20), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,06%, aos 167.927,15 pontos .
Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1933, com alta de 0,32%.
Para Marcos Praça, diretor de análises da ZERO Markets Capital, o pregão de hoje reforçou uma dinâmica “importante” para o mercado brasileiro: “Apesar do suporte que a alta do petróleo oferece às ações de peso no setor, principalmente Petrobras, o Ibovespa encontra dificuldade para sustentar avanços quando os juros globais voltam a subir”.
Além disso, “o mercado doméstico tem vivido uma fuga de capital estrangeiro muito forte em agosto”, destaca Lucas Xavier, chefe de mesa de renda variável e sócio da AW Capital.
“Nosso cenário interno não é motivador por conta das eleições e do elevado risco fiscal”, afirmou ele.
Altas e quedas do Ibovespa O Ibovespa voltou a ser pressionado pelo avanço da curva de juros brasileira, na esteira dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos – os Treasuries – de longo prazo.
A ponta negativa do índice foi liderada por Vamos (VAMO3) , considerada uma ação cíclica e, portanto, mais sensível à dinâmica dos juros.
VAMO3 caiu 8,49% (R$ 2,48) .
A baixa foi acompanhada de Hapvida (HAPV3) , que recuou 7,16% (R$ 6,09), em meio a ruídos regulatórios .
Já a ponta positiva foi encabeçada por Minerva Foods ( BEEF3 ) , que subiu 7% (R$ 3,82) em meio a uma reavaliação dos resultados recentes da companhia e do valuation descontado dos papéis.
Entre os pesos-pesados, as ações da Petrobras ( PETR4 ; PETR3 ) operaram em forte alta, beneficiadas pela valorização dos preços do petróleo Brent no mercado internacional .
PETR3 subiu 2,64% (R$ 49,41) e PETR4 registrou ganho de 2,81% (R$ 44,32).
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