Vacina experimental consegue impedir retorno do melanoma
Uma vacina experimental contra o câncer conseguiu impedir o retorno ou a disseminação da doença em pacientes com melanoma de alto risco.
A Moderna e sua parceira Merck divulgaram os resultados do estudo nesta 4ª feira (19.ago.2026).
O melanoma é um tipo mais agressivo de câncer de pele.
Segundo o The Wall Street Journal , os dados representam o 1º ensaio clínico bem-sucedido em fase final para uma terapia personalizada contra o câncer baseada em RNA mensageiro (mRNA).
O anúncio abriu caminho para um tratamento com potencial de prolongar a vida de milhares de pacientes diagnosticados anualmente com esse tipo de câncer.
O estudo atingiu o objetivo principal de prolongar o tempo até a recorrência do câncer em pacientes de alto risco.
Também alcançou um objetivo secundário, ao impedir a disseminação da doença para outros órgãos.
Na fase final do ensaio, foi testada a vacina personalizada intismeran em combinação com a imunoterapia Keytruda , da Merck, em mais de 1.000 pacientes submetidos a cirurgia para remoção de tumores de melanoma.
Os participantes foram designados aleatoriamente para receber a combinação das duas terapias ou apenas o Keytruda, durante cerca de um ano.
Ensaios clínicos anteriores já haviam indicado que a combinação de intismeran e Keytruda reduziu em 49% o risco de recorrência ou morte por melanoma em comparação com Keytruda isolado, conforme dados da Moderna e da Merck.
As empresas não divulgaram detalhes específicos sobre o tempo médio em que os pacientes permaneceram sem progressão da doença, nem informações sobre expectativa de vida.
Mais dados serão apresentados em uma conferência médica ainda em 2026.
Funcionamento da vacina Ao contrário das vacinas tradicionais, criadas para prevenir infecções, o intismeran é uma vacina terapêutica desenvolvida individualmente para cada paciente.
O processo começa depois da cirurgia de remoção do tumor.
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