Esposa de Lito, Mila Seidl nega privilégio em acesso a remédio experimental
A autorização para importar um medicamento experimental destinado a Lito Sousa foi obtida após uma série de contatos feitos pela própria família com uma farmacêutica, segundo Mila Seidl, esposa do influenciador.
Diante de questionamentos nas redes sociais sobre um possível favorecimento, ela negou, neste domingo (6/9), que autoridades ou empresários tenham interferido na liberação da substância e afirmou que o procedimento seguiu as regras previstas para casos de pacientes sem opções de tratamento.
“Quem conseguiu a medicação fui eu e o Lito”, afirmou Mila nas redes.
Segundo ela, a família contou com os médicos que acompanham o influenciador durante as tratativas e na preparação da documentação necessária.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na sexta-feira (4/9) a importação do ALN-6457, produzido pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals.
O medicamento não possui registro comercial nem representante legal no Brasil e ainda não passou por estudos em seres humanos para o tratamento de doenças priônicas.
Por isso, o acesso ocorre de maneira excepcional.
Leia também : Anvisa autoriza importação de medicamento experimental para Lito Sousa Antes de chegar a essa alternativa, a família tentou incluir Lito em um estudo experimental.
A possibilidade não avançou porque, segundo Mila, não havia mais vagas disponíveis, e não por uma incompatibilidade com os critérios do estudo.
“A gente participou dos estudos e foi negado.
Não porque ele não preenchia os requisitos, mas porque estava fechado o estudo.
Então a gente seguiu por um outro caminho, que é o uso compassivo”, explicou.
O uso compassivo permite que pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas tenham acesso, em determinadas circunstâncias, a medicamentos que ainda estão em fase experimental.
No caso de Lito, o pedido de importação foi formalizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo acompanhamento médico do influenciador.
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