Após mais de 1.600 anos de história os arqueólogos retiram blocos de 80 toneladas de uma das sete maravilhas do mundo antigo
O peso dos blocos mostra a escala impressionante alcançada pelos antigos construtores
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Algumas das maiores peças do Farol de Alexandria voltaram à superfície depois de séculos sob o Mediterrâneo. Em uma campanha arqueológica realizada em 2025 , a equipe do Projeto PHAROS içou 22 blocos monumentais , incluindo partes da entrada, que pesam entre 70 e 80 toneladas .
Os arqueólogos trouxeram à superfície elementos arquitetônicos ligados ao antigo farol e a outras estruturas monumentais do sítio submerso. Entre eles estão lintéis, montantes da porta, lajes, peças do embasamento e partes de um pílono de estilo egípcio construído com técnica grega.
O CNRS informa que os maiores blocos da porta monumental chegam a 70 ou 80 toneladas . A operação foi conduzida sob responsabilidade científica da arqueóloga e arquiteta Isabelle Hairy .
O objetivo principal é documentar cada bloco com precisão e reconstruir o farol digitalmente . Depois do içamento, as peças passam por estudo, registro fotogramétrico e modelagem tridimensional.
O Centre d’Études Alexandrines explica que a campanha de 2025 levou à superfície algumas das maiores peças já registradas no sítio:
O Farol de Alexandria funcionou por quase 16 séculos , guiando embarcações que se aproximavam da cidade. O monumento sofreu danos repetidos por terremotos e deixou de funcionar depois do grande evento de 1303 .
Com o abandono, partes da estrutura foram reaproveitadas e outras acabaram no mar. O sítio arqueológico submerso é estudado sistematicamente desde 1994 .
O projeto busca chegar a um gêmeo digital cientificamente sustentado do farol. Para isso, arqueólogos, historiadores, arquitetos e engenheiros combinam os blocos digitalizados com textos antigos, moedas, imagens históricas e hipóteses estruturais.
As peças grandes preservam detalhes de geometria, encaixe, materiais e proporções que textos antigos não descrevem com precisão. Isso permite comparar hipóteses antigas com medidas reais.
O CEAlex já documentou milhares de fragmentos no sítio. O içamento acrescenta acesso direto a elementos que ajudam a reconstruir partes centrais da arquitetura do monumento.
Para uma construção desaparecida há séculos, cada bloco funciona como uma peça de um quebra-cabeça que agora pode ser testado digitalmente antes de qualquer conclusão sobre a forma final do farol.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.