O que explica o prejuízo de R$ 10 bilhões da Casas Bahia no 2º trimestre
A Casas Bahia registrou um prejuízo de mais de R$ 10 bilhões no segundo trimestre de 2026, e não descarta uma nova recuperação extrajudicial, em meio a um cenário desafiador para o setor de varejo.
A varejista reportou um prejuízo de R$ 10,1 bilhões. A perda foi impactada por efeitos contábeis não recorrentes de R$ 9,1 bilhões que, segundo a companhia, não têm efeito no caixa para o trimestre. O prejuízo ajustado, sem os efeitos não recorrentes, ficou em R$ 978 milhões.
A perda ficou bem acima da registrada um ano antes, quando a varejista teve prejuízo de R$ 555 milhões. Segundo comunicado da empresa ao mercado, a baixa está ligada a medidas para redimensionamento de suas operações, a fim de enfrentar o momento desafiador para o setor.
O prejuízo líquido foi fortemente impactado por uma baixa de imposto diferido de R$ 5,7 bilhões. O valor se refere a créditos tributários contabilizados pela companhia que tiveram que ser ajustados. Outras medidas que impactaram o resultado foram a reorganização de pessoal e fechamento de lojas, revisões contratuais e a atualização de suas projeções de resultados futuros.
A receita líquida da varejista cresceu 1,6% no trimestre, para quase R$ 7 bilhões. Mas as despesas com vendas tiveram alta relevante de 17%, para R$ 1,8 bilhão.
A empresa não descarta um novo pedido de recuperação extrajudicial ou judicial. O grupo passou por uma recuperação extrajudicial em 2024, quando negociou uma dívida de R$ 4,1 bilhões. Nos últimos dias, a empresa fechou 298 lojas.
A varejista vem implementando mudanças desde 2023 para ajustar as contas. O plano de transformação incluiu ações que ajudaram a reduzir parte do endividamento e mudar o perfil de sua dívida.
Mas uma piora no cenário econômico acelerou a necessidade de novas medidas, incluindo o fechamento de lojas. Segundo a varejista, a combinação entre crédito mais restritivo, uma captação internacional não concretizada e um ambiente de consumo mais fraco acelerou a necessidade de fechamento de lojas.
A empresa tentou captar dinheiro com investidores internacionais, mas não conseguiu, o que piorou o quadro. Segundo a companhia, foram realizadas reuniões com investidores do Brasil, Estados Unidos e Europa. Mas o principal investidor interessado desistiu da operação e ela não se concretizou.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.