Moraes vota por tornar Bacellar réu por atrapalhar investigação contra CV
O STF (Supremo Tribunal Federal) iniciou hoje o julgamento virtual da denúncia contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de obstrução das investigações contra o CV (Comando Vermelho) quando era presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
O ministro Alexandre de Moraes, relator, votou pela aceitação da denúncia e por tornar Bacellar réu no processo.
Julgamento da denúncia acontece no plenário virtual da Primeira Turma da corte. Grupo ainda é composto por Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino, que devem votar até a sexta-feira 21.
Bacellar é acusado, junto com o também ex-deputado da Alerj TH Joias, de ter usado seu cargo para atrapalhar investigações sobre o Comando Vermelho. De acordo com a PGR, em denúncia apresentada em março , o êxito da operação Zargun , realizada pela PF (Polícias Federal) e o MPF (Ministério Público Federal) em setembro de 2025 e que mirava TH Joias, foi comprometido após os deputados trocarem informações sobre a ação policial.
No plenário virtual, os ministros do STF apenas depositam seus votos no sistema - não há debate entre a turma. Em junho, Moraes havia rejeitado pedido da defesa de Bacellar para que a corte julgasse o ex-deputado em sessão presencial.
Bacellar foi preso em dezembro do ano passado , na primeira fase da Operação Unha e Carne. Dias depois, acabou solto graças a uma votação entre os deputados da Alerj, mas foi preso de novo em março deste ano.
T ambém em março, no dia 24, Bacellar foi cassado pelo TSE . A decisão veio após julgamento do caso Ceperj, revelado pelo UOL . No esquema, mais de 27 mil funcionários públicos foram contratados pelo governo do Rio em 2022 para atuarem como cabos eleitorais do então governador Cláudio Castro (PL) e aliados.
Deputado do PL assumiu vaga de Bacellar na Alerj. Mandato foi para Carlos Augusto Nogueira Pinto porque Bacellar se elegeu pelo partido em 2022. Posteriormente, o ex-presidente da Alerj trocou a legenda pelo União Brasil, ao qual é filiado até hoje.
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