Habib’s em RJ: ascensão e queda de uma das maiores redes de fast food do Brasil
Por quase quatro décadas, o Habib’s construiu uma das histórias de maior expansão do setor de fast food no Brasil.
Criada em São Paulo em 1988, a rede apostou em preços baixos e, a partir de 1992, no sistema de franquias para acelerar seu crescimento pelo país.
O modelo funcionou: por volta de 2010, o grupo chegou a faturar cerca de 3 bilhões de reais por ano e a operar 600 lojas.
Hoje, a história é outra.
O Grupo Gennius, controlador do Habib’s e do Ragazzo, entrou em recuperação judicial diante de uma dívida de 265 milhões de reais.
O pedido de RJ foi aceito na segunda-feira, 24, pelo juiz Jomar Juarez Amorim, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
A medida envolve 178 empresas ligadas ao conglomerado, além dos sócios Alberto Saraiva e Belchior Saraiva.
O processo de RJ do Gennius inclui dez franqueadoras e holdings de participação, 17 empresas de estrutura operacional, seis unidades da churrascaria Tendall, 119 lojas do Habib’s e 26 do Ragazzo.
Atualmente, segundo informações divulgadas pela própria companhia, o grupo reúne mais de 300 restaurantes espalhados por cerca de 90 cidades brasileiras.
A recuperação judicial não significa, neste momento, o fechamento das redes.
Em nota enviada a VEJA NEGÓCIOS , o Habib’s afirmou que a decisão foi tomada “com o objetivo de preservar a sustentabilidade (financeira) e a evolução do negócio no longo prazo”.
A empresa também declarou que “As operações do Grupo seguem funcionando normalmente”.
Para José Carlos de Jesus Gonçalves, sócio do Duarte Tonetti Advogados e especialista em Reestruturação e Recuperação Judicial, a crise não surgiu de maneira repentina.
“A recuperação judicial nunca é um fato isolado e repentino.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.