Ata do Copom indica chance de corte novo da Selic em novembro
Ainda que tenha mostrado poucas modificações em relação à divulgação anterior, a ata da reunião de semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) consolidou, no mercado, a sensação de que a autarquia está atenta ao processo de desaceleração da atividade econômica e ao ciclo de crédito.
O documento alimentou a percepção de que a Selic pode sofrer ao menos mais um corte em novembro, ainda que as apostas no mercado não cravem uma nova flexibilização no juro básico, justamente diante das incertezas em relação ao cenário eleitoral.
Na comparação com a ata de agosto, o Copom não apresentou mudanças na discussão sobre a condução da política monetária.
Houve, porém, alterações significativas, aos olhos dos investidores, na discussão sobre cenários e análise de riscos.
A autarquia mostrou atenção à moderação da atividade, em um cenário reforçado pelo Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, que “confirmou a desaceleração” e “revelou que o movimento foi mais intenso nas atividades econômicas e nos componentes da demanda mais sensíveis ao ciclo econômico”.
Além disso, a análise do colegiado sobre o crédito voltou a dar as caras na ata, depois de não ter sido mencionada no documento anterior.
De acordo com o Copom, a evolução do mercado de crédito bancário tem sido “consistente com um quadro de desaceleração do crescimento”, ao mesmo tempo em que há uma redução nas modalidades de prazo mais longo.
Já as modalidades de curto prazo ou emergenciais, que são mais onerosas, “continuaram crescendo, porém com desaceleração na margem”, apontou o documento.
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