Brasil supera EUA e se torna país nº 1 do mundo em adoção de criptoativos
O Brasil superou os Estados Unidos e assumiu a liderança mundial em adoção de criptoativos, segundo a edição de 2026 do Geography of Cryptocurrency Report, levantamento anual da Chainalysis, empresa especializada em análise de dados de blockchain, a tecnologia de registro digital na qual funcionam as criptos.
O país movimentou US$ 252,5 bilhões em criptoativos nos 12 meses encerrados em junho e ficou entre os quatro primeiros colocados do mundo em todos os critérios analisados pelo estudo.
A liderança, no entanto, não significa que o Brasil seja o maior mercado de criptomoedas em valores absolutos.
Os Estados Unidos continuam à frente tanto no volume movimentado por exchanges (as plataformas de negociação direta) e outros serviços quanto no valor mantido em criptoativos.
O diferencial brasileiro é aparecer entre os maiores mercados do mundo em todas as formas de adoção consideradas pelo levantamento, desde a movimentação por plataformas até transferências internacionais e operações feitas diretamente entre carteiras digitais.
O Brasil ficou em 3º lugar nos fluxos por meio de exchanges e outros serviços; 4º no valor mantido em criptoativos; 3º nas transferências diretas entre carteiras dentro do país e 2º nas movimentações internacionais.
Os Estados Unidos, segundos colocados no ranking geral, lideram os dois primeiros critérios, mas aparecem apenas em 20º nas transferências diretas e em 11º nas internacionais.
A metodologia ajuda a entender o resultado.
Nesta edição, a Chainalysis passou a combinar quatro indicadores para medir a adoção: os recursos que passam por exchanges e outros serviços de cripto; o valor mantido em ativos digitais; as transferências feitas diretamente entre carteiras dentro de um mesmo país; e as movimentações internacionais.
Assim, o ranking procura medir não apenas o tamanho de cada mercado, mas também as diferentes formas de utilização dos criptoativos.
“Criptos de dólar” consolidam espaço no Brasil Um dos movimentos que ajudam a explicar o desempenho brasileiro é o forte avanço das stablecoins, criptoativos que são lastreados em moedas tradicionais, notadamente o dólar.
Segundo a Chainalysis, o valor movimentado com stablecoins na economia brasileira cresceu 495%, muito acima da alta de 89,4% registrada no restante da América Latina.
O relatório associa parte dessa expansão ao uso dos ativos por empresas, principalmente para gestão de liquidez e transferências internacionais.
Considerando as transferências de stablecoins feitas diretamente entre carteiras dentro do Brasil, em uma faixa bem ampla de valores, de US$ 10 a US$ 100 mil, o crescimento foi de 562%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.