Milei ainda não reconheceu vitória de Lula e segue sem manifestação após eleição
O presidente da Argentina, Javier Milei, ainda não havia se manifestado publicamente sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até esta terça-feira (27).
O argentino foi o único chefe de Estado da América do Sul que não reconheceu o resultado do segundo turno presidencial brasileiro, realizado no domingo (25).
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), que recebeu apoio público de Milei durante a campanha.
Outros presidentes sul-americanos, incluindo líderes de direita, reconheceram a vitória do petista.
Entre eles estão Santiago Peña, do Paraguai, Daniel Noboa, do Equador, e Rodrigo Paz, da Bolívia.
A ausência de manifestação ocorre após uma série de desentendimentos entre Lula e Milei, que se intensificaram durante a campanha presidencial brasileira.
Leia também Lula mira Centrão para montar ministério e negociar apoio de Congresso mais à direita Partidos que apoiaram Flávio já discutem espaço no novo governo; presidente deve privilegiar alas regionais aliadas, sem garantia de apoio integral das bancadas Flávio Bolsonaro diz que vai pedir cassação de chapa de Lula Senador afirma que buscará na Justiça a cassação da chapa vencedora por supostos abusos eleitorais Milei participou de convenção do PL e atacou Lula Em agosto, o presidente argentino participou da convenção nacional do PL, em São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Durante o evento, Milei chamou Lula de “presidiário” e dirigiu ofensas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos dias seguintes, o argentino voltou a atacar o presidente brasileiro em entrevistas.
Chamou Lula de “ladrão” e “corrupto” e questionou a anulação das condenações do petista na Operação Lava Jato.
Milei também acusou brasileiros ligados ao PT de terem atuado na campanha de Sergio Massa, seu adversário nas eleições presidenciais argentinas de 2023.
As pontas soltas de Lula: STF, bets, segurança e ajuste fiscal após a reeleição As declarações provocaram uma reação diplomática do governo brasileiro.
O Itamaraty convocou o embaixador argentino em Brasília para manifestar descontentamento e chamou para consultas o representante do Brasil em Buenos Aires.
O chanceler Mauro Vieira classificou o episódio como grave, mas descartou, naquele momento, medidas mais duras, como a retirada definitiva dos diplomatas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.