Flávio Bolsonaro revisa carta e troca ‘presidente eleito’ por ‘líder’
O senador Flávio Bolsonaro (Foto: Charles Vieira) O senador Flávio Bolsonaro (PL) revisou a “carta à nação brasileira” minutos após publicá-la para trocar as expressões “verdadeiro presidente” e “presidente eleito” por líder”.
A primeira declaração após a chegada do político aos Estados Unidos também foi marcada pelo uso inicial de um brasão errado do Brasil ao referi-lo como “Estados Unidos do Brazil”, em vez de “República Federativa do Brasil”, algo que já foi corrigido por ele mesmo.
No texto, o filho de Jair Bolsonaro acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de vencer uma suposta fraude eleitoral, mas não apresentou provas que sustentem as alegações.
Flávio também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei, pelo apoio.
Além disso, afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir do território norte-americano.
“Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o líder”, declarou o senador, que também classificou o governo brasileiro como um “regime de exceção”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Na declaração, Flávio afirmou que houve uma “fraude eleitoral” no segundo turno e questionou a atuação da Justiça brasileira.
Entre as alegações, disse que Lula recebeu mais de 10 milhões de votos adicionais em relação ao primeiro turno e contestou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação das 17h para as 19h de domingo (25).
O senador, porém, não apresentou documentos, dados ou evidências que comprovem a suposta fraude.
Ele também acusou a chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) de abuso de poder político e econômico e defendeu a cassação dos mandatos.
Além disso, Flávio afirmou que a Justiça brasileira estaria sendo usada para perseguir adversários políticos.
Ele mencionou medidas judiciais que, segundo sua versão, fariam parte de um roteiro para silenciá-lo, incluindo apreensão de passaporte, uso de tornozeleira eletrônica e prisão.
Ao justificar a ida aos Estados Unidos, o senador afirmou que decidiu levar a família para o País por considerar que não teria segurança jurídica no Brasil.
“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, declarou.
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