Jarbas Soares nega atuação em aporte para instituto de Mendonça
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Ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Junior nega que tenha intermediado uma operação para aplicar recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro no Instituto Iter, do ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal.
"Desconheço esse assunto. Vi apenas na imprensa. Acho uma maldade querer me envolver nessas questões", Jarbas afirmou à coluna.
Segundo mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro, Ciro Soares e o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) teriam articulado encontro de Vorcaro com Mendonça em seu gabinete.
Outras mensagens indicam que Ciro Soares enviou a Vorcaro o endereço do procurador-geral da República , Paulo Gonet , no fim de 2024. O advogado diz que não há irregularidades nos diálogos.
Em maio daquele ano, o advogado, o atual PGR e o ex-banqueiro estiveram em Londres, na degustação de uísque promovida por Vorcaro.
As informações compartilhadas sugerem envolvimento de Jarbas e do empresário do setor de mineração Lucas Pedro Kallas, da Cedro Participações, no aporte de R$ 5 milhões para o instituto de Mendonça.
A assessoria de imprensa do Supremo informou que Mendonça não costuma tratar de assuntos do Iter.
"É falsa a afirmação de que Daniel Vorcaro tenha aportado recursos no instituto", afirmou a assessoria do Iter.
"Atribuir a Vorcaro o aporte é leviano e não encontra respaldo em nenhum fato ou documento", sustenta o Iter.
"O ex-banqueiro jamais investiu no instituto, jamais manteve com ele qualquer relação contratual, financeira ou de qualquer outra natureza."
Ainda segundo o Iter, o investimento foi realizado pela Cedro por contrato de mútuo conversível, em abril de 2024, registrado no balanço e declarado aos órgãos competentes. Pelo contrato, os recursos podem ser devolvidos ou transformados em participação acionária.
À época do contrato, Kallas integrava o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável da Presidência da República. Mendonça não era o relator do inquérito.
"Jarbas Soares jamais teve qualquer participação na construção, negociação ou celebração do contrato de mútuo", afirma o Iter.
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