Ações do varejo disparam até 13% após Citi elevar recomendações; veja destaques
As ações de empresas do varejo registram fortes altas no pregão desta segunda-feira (19), impulsionadas por uma revisão das recomendações do Citi para o setor.
O banco adotou uma visão mais otimista para companhias ligadas ao consumo, diante da valorização das ações brasileiras e das perspectivas para os juros.
Entre as varejistas que compõem o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, o destaque é a Azzas 2154 (AZZA3), que dispara 10%, cotada a R$ 25,74.
Na sequência aparecem Magazine Luiza (MGLU3), com alta de 8,37%, a R$ 12,04; Lojas Renner (LREN3), que avança 4,81%, a R$ 14,15; e Assaí (ASAI3), com ganho de 4,13%, a R$ 13,37.
O movimento ocorre após o Citi elevar de neutra para compra as recomendações de Azzas e Magazine Luiza.
O banco também revisou suas projeções para outras empresas do setor, reduzindo o custo de capital próprio utilizado nas avaliações.
A revisão considera a mudança de percepção dos investidores após o primeiro turno das eleições presidenciais.
Segundo o Citi, as ações domésticas acumularam valorização de 18% desde então, impulsionadas pelas expectativas de um cenário econômico mais favorável, especialmente para a trajetória dos juros.
Por que o Citi está mais otimista? No caso da Magazine Luiza, os analistas João Pedro Soares e Felipe Husein avaliam que a recuperação judicial do Grupo Casas Bahia pode abrir espaço para a empresa conquistar clientes e ampliar suas vendas, especialmente nas lojas físicas.
As parcerias com Amazon e Mercado Livre também são apontadas como oportunidades de crescimento com maior rentabilidade.
Já para a Azzas, o principal fator é a proposta de separação dos negócios da Arezzo&Co e do Grupo Soma.
Na avaliação do Citi, a operação pode destravar valor para os acionistas, especialmente ao evidenciar o valor da marca Farm, além de permitir maior foco operacional em cada negócio.
O banco também elevou os preços-alvos de outras varejistas, incluindo Lojas Renner e Assaí, refletindo as novas premissas de avaliação para o setor.
Apesar do maior otimismo com as ações, o Citi ressalta que 2027 ainda deve ser um ano desafiador para o consumo das famílias.
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