Sem motivos para temer o Pix: Caixa Cartões se adapta e vê lucro saltar 366%
O avanço do Pix redefiniu a dinâmica do mercado de meios de pagamento, obrigando-o a rever estratégias para preservar a competitividade.
O maior efeito foi sentido pelas operadoras de cartões, que perderam a liderança em volume de transações no terceiro trimestre de 2023 para o Pix e, desde então, veem a distância aumentar.
Os dados mais recentes mostram que, no quarto trimestre de 2025, os brasileiros realizaram 22 bilhões de transações com a ferramenta criada pelo Banco Central , ante 13 bilhões com cartões pré-pagos, de débito e de crédito.
Em meio a essa mudança estrutural, a Caixa Cartões destaca-se como um bem-sucedido exemplo de adaptação.
De 2022 a 2025, seu lucro saltou 366%, enquanto a média dos rivais avançou 31%, segundo a agência de análise de crédito Austin Rating.
Recalde: “A maior integração permite capturar sinergias e ser mais eficiente” ./Divulgação Márcio Vieira Recalde, presidente da Caixa Cartões, atribui o bom desempenho à estratégia de ampliar as frentes de atuação nos últimos anos.
Um dos marcos desse processo ocorreu em 2025, quando a empresa assumiu a gestão integral das atividades de meios de pagamento que até então eram conduzidas pela sua controladora, a Caixa Econômica Federal.
Com a mudança, a empresa concentrou a administração das operações de adquirência, cartões, programas de fidelidade e a participação na bandeira Elo.
“A integração permitiu capturar sinergias, elevar a eficiência e fortalecer nosso crescimento”, afirma Recalde.
A agilidade para se adaptar aos novos tempos sem deixar de apresentar bons resultados garantiu à Caixa Cartões o primeiro lugar na categoria meios de pagamento do ranking TOP30.
A companhia, porém, não se contenta em resistir à consolidação do Pix e mira outro objetivo: mais que dobrar sua fatia no mercado de cartões de crédito até 2030.
Hoje, ela detém 22% do segmento de cartões de débito, fatia que pretende manter.
Em cartões de crédito, porém, o espaço para crescer é bem maior.
A Caixa responde por apenas 3% do mercado e planeja chegar a 7% em quatro anos.
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