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Em curtíssima temporada, ‘A Cor Púrpura, o Musical’ reestreia no Rio de Janeiro

Rolling Stone Brasil ·
Em curtíssima temporada, ‘A Cor Púrpura, o Musical’ reestreia no Rio de Janeiro

As chances para assistir a A Cor Púrpura, o Musical , uma das produções mais celebradas do teatro musical brasileiro nos últimos anos, estão diminuindo.

A produção, que retornou ao Rio de Janeiro para a sua quinta temporada, fica em cartaz até o próximo domingo, dia 25 de outubro.

Com texto de Marsha Norman e músicas de Brenda Russell , Allee Willis e Stephen Bray , A Cor Púrpura, o Musical é baseado no romance homônimo de Alice Walker .

Publicado em 1982, o livro fez de Walker a primeira mulher negra a receber o Prêmio Pulitzer de Ficção e atravessou gerações ao abordar racismo, violência, desigualdade, amor, família, pertencimento e liberdade.

Com direção e concepção original de Tadeu Aguiar , direção musical de de Thalyson Rodrigues e versão brasileira de Artur Xexéo , o espetáculo acompanha Celie ( Suzana Santana ), uma mulher negra que cresce no sul dos Estados Unidos durante a primeira metade do século XX.

Desde muito jovem, ela enfrenta uma realidade marcada por violência, submissão e falta de autonomia.

Afastada da irmã Nettie ( Lola Borges ) e entregue em casamento a Mister ( Wladimir Pinheiro ), Celie passa anos submetida às decisões das pessoas ao seu redor.

A transformação da protagonista começa especialmente a partir do contato com duas mulheres: a determinada Sofia ( Flávia Santana ) e a cantora Shug Avery ( Aline Serra ).

Por meio dessas relações, Celie passa a descobrir novas maneiras de compreender os afetos, o próprio corpo e seus desejos.

Sua trajetória atravessa décadas e transforma uma história de silenciamento em uma jornada de amadurecimento, autonomia e reconstrução.

Ao colocar a experiência de Celie no centro da narrativa, A Cor Púrpura discute questões como racismo, machismo, abuso de poder e violência contra a mulher.

A música acompanha essa transformação: a trilha transita pelo gospel, jazz, ragtime e blues, gêneros que ajudam tanto a ambientar a história quanto a traduzir diferentes momentos vividos pela protagonista.

Mais de dez anos após estrear na Broadway, A Cor Púrpura, o Musical chegou ao Brasil pela primeira vez em 2019, com temporadas em diferentes cidades.

Segundo Tadeu Aguiar , a escolha da obra partiu da busca por um projeto que reunisse emoção, representatividade e provocação artística.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.

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