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Sob acordo do petróleo, Trump trava eleições na Venezuela

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Sob acordo do petróleo, Trump trava eleições na Venezuela

Donald Trump afirmou que o governo interino de Delcy Rodríguez não está pronto para convocar eleições , embora diga esperar que elas ocorram "em breve". A declaração vem dias depois de Washington anunciar um acordo que lhe dá controle sobre cerca de 20% das reservas de petróleo venezuelanas por um século , via participação na petroleira Nabep — do empresário Alejandro Betancourt, investigado na Suíça e na Espanha.

Críticos apontam que o pacto cria incentivo para adiar a transição democrática. Um funcionário do governo americano, sob anonimato, negou que exista prazo definido e disse que eleições por si só "não resolvem todos os problemas" — seria preciso reconstruir instituições esvaziadas por 20 anos de chavismo. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que uma nova rodada de diálogo entre governo e oposição venezuelana ocorrerá em cerca de dez dias .

Após seis meses de conflito, Trump publicou nas redes que "não poderia se importar menos" com um eventual acordo com Teerã, horas depois de um novo ataque americano na região do Estreito de Hormuz — que o Irã revidou. O presidente segue afirmando que o país está "derrotado" economicamente, mas o regime iraniano continua conseguindo perturbar o comércio global de petróleo pelo estreito.

Segundo o Wall Street Journal , o secretário de Defesa Pete Hegseth estendeu silenciosamente o prazo de destacamentos militares no Oriente Médio até 2027, sinal de que a guerra pode se arrastar — hoje há 50 mil militares americanos na região, incluindo 19 navios de guerra. Analistas ouvidos pelo New York Times dizem que a Casa Branca não tem estratégia clara de saída.

O Washington Post revelou que altos generais americanos registraram formalmente objeções (chamadas de "non-concur") a uma prorrogação de operações no Irã, alertando que isso desgasta a capacidade militar dos EUA em outras frentes. Após a publicação, o Pentágono removeu de um sistema interno de uso comum documentos ligados ao chamado "Livro de Ordens" do secretário de Defesa, restringindo o acesso a menos pessoas. O porta-voz do Pentágono não confirmou nem negou a mudança, apenas chamou parte da reportagem de "imprecisa", sem detalhar o quê.

O aumento dos gastos militares dos EUA com a guerra do Irã, somado à alta do petróleo, está pressionando o mercado de títulos públicos americanos : o juro do Tesouro de 10 anos bateu a maior marca em quase três anos. O fenômeno é global — Alemanha, Reino Unido e Japão também registram juros de longo prazo em níveis inéditos em décadas. Isso encarece financiamentos para empresas, hipotecas e o próprio governo americano, que já gasta mais com juros da dívida (US$ 931 bilhões neste ano fiscal) do que com defesa nacional.

Questionado sobre possíveis ataques a instalações militares britânicas em retaliação ao apoio armado à Ucrânia, Putin respondeu apenas: "É segredo. Segredo militar." Para a BBC , a ambiguidade é proposital — mantém Londres em alerta sem comprometer o Kremlin.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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