Volkanovski propõe dupla despedida em superluta contra Gaethje pelo título peso-leve
Aos 38 anos, Alexander Volkanovski mostrou que ainda tem lenha para queimar ao nocautear Movsar Evloev e defender seu cinturão peso-pena (66 kg) na luta principal do UFC 333, no último sábado (24), em Abu Dhabi (EAU). Mas, ciente da idade avançada e já com um legado brilhante construído, o australiano traçou um plano ousado para encerrar sua trajetória no MMA .
Na coletiva de imprensa pós-UFC 333, Volkanovski voltou a propor ao UFC promover uma superluta contra Justin Gaethje , campeão peso-leve (70 kg), pelo título da divisão até 70 kg, que poderia servir como uma despedida dupla. De sua parte pelo menos, o australiano garantiu que penduraria as luvas independentemente do resultado caso tivesse o pedido atendido.
Pelo lado de Gaethje, um confronto contra Volkanovski também poderia fazer sentido. Depois de muitas batalhas travadas no octógono, o americano, também com 38 anos, já indicou que o fim da carreira pode estar próximo, e sequer se comprometeu em defender o cinturão peso-leve conquistado em junho deste ano, na Casa Branca, após derrotar Ilia Topuria. Ter o australiano como oponente poderia convencer 'The Highlight' a subir no cage mais uma vez, no que poderia servir também para se despedir dos fãs.
"Sou um cara honesto, e eu queria que fosse justo. Não quero travar divisões. Eu acredito que poderíamos fazer isso e não travar a divisão. De novo, lutas de aposentadoria para nós dois e colocar tudo em jogo, o que seria legal. Um tipo de superluta. Dois caras de 38 anos se enfrentando, e depois nós deixamos tudo isso para trás e deixamos os jovens se resolverem", sugeriu Volkanovski.
O australiano reconhece que outros lutadores aguardam uma oportunidade pelo título dos leves, mas acredita que a superluta poderia acontecer sem prejudicar a fila de desafiantes. Esta não seria a primeira tentativa do australiano de conquistar um título em uma categoria diferente. Nas duas tentativas anteriores, Volkanovski acabou sendo derrotado pelo russo Islam Makhachev - uma vez por pontos e na outra por nocaute.
"Isso é algo pelo qual eu me aposentaria. Se eles me dessem essa oportunidade, eu me aposentaria ganhando ou perdendo. Eu me aposentaria e depois estaria vago, então eu não travaria a divisão. Se eu vencer e vagar o cinturão, aí você tem os outros lutando por ele. Isso é algo pelo qual eu me aposentaria. Caso contrário, eu vou só lutar e pegar essas lutas conforme elas vêm", concluiu.
Um título em outra divisão acrescentaria ainda mais prestígio ao currículo de Alexander Volkanovski. Mas, mesmo que não tenha o pedido atendido ou não conquiste o cinturão dos leves em uma eventual luta contra Justin Gaethje, o australiano já cravou seu nome na história como um dos GOATs (maior de todos os tempos) do peso-pena.
Com dois reinados, o veterano soma nove vitórias em disputas de título, recordista máximo na história da categoria no UFC, além de outras marcas. Os números e a longevidade tornam Volkanovski uma escolha cada vez mais lógica nas discussões sobre o maior lutador do peso-pena em todos os tempos.
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