Fim da escala 6x1 precisa de plano para sair do papel, diz Nelsinho
Garantir mais tempo de descanso ao trabalhador exige também definir como reorganizar jornadas, preservar salários e manter os serviços funcionando.
Esse foi o argumento apresentado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS) ao defender a aprovação do fim da escala 6x1, em que se trabalham seis dias para um de folga.
Médico do trabalho, o parlamentar sustentou que a discussão precisa considerar a saúde física e mental de quem enfrenta essa rotina.
Para ele, o período de descanso deve permitir mais do que recuperar as forças para voltar ao emprego: precisa abrir espaço para a convivência familiar, os cuidados com a casa e a vida pessoal.
“O trabalhador precisa ter tempo para descansar, cuidar da saúde e conviver com a família”, afirmou.
Ao apoiar a mudança, Nelsinho levou ao debate três frentes que considera necessárias para sua aplicação: regras claras e adaptação gradual, suporte aos pequenos empreendedores e avaliação dos impactos sobre os municípios.
“A ideia é boa e merece ser aprovada”, disse.
Segundo o senador, a implantação precisa respeitar as particularidades de cada atividade e os direitos constitucionais, com tempo para que os empregadores reorganizem suas operações.
O desafio é transformar a redução da jornada em descanso efetivo, com preservação dos salários e dos postos de trabalho.
Nelsinho defendeu que esses resultados sejam acompanhados pelo Congresso depois da aprovação, para verificar o cumprimento das novas regras.
No caso dos micro e pequenos negócios, o parlamentar pediu continuidade das políticas de apoio.
Citou o Prospera MEI, anunciado pelo governo federal, como referência para defender atenção aos empreendedores durante a transição.
“Essa atenção aos pequenos empreendedores precisa continuar depois da aprovação da nova jornada”, declarou.
Outra preocupação apresentada foi a capacidade das prefeituras de absorver eventuais despesas.
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