Quanto rende R$ 1 mil em poupança, Tesouro Direto e CDB após corte da Selic para 13,75%
Nesta quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou os juros de referência, a taxa Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano.
É a quinta redução consecutiva, do mesmo tamanho, e a decisão impacta de maneira prática a vida dos brasileiros de duas formas: por um lado, os financiamentos e empréstimos barateiam, mas por outro, o retorno da renda fixa cai.
Apesar de ser a menor taxa desde março de 2025, a Selic segue muito alta e a continuidade dos cortes é incerta.
Uma parte do mercado aguarda cortes novos após o desempenho de indicadores de atividade econômica e inflação.
O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre mostrou um crescimento econômico maior do que o previsto, mas com uma composição favorável à redução da Selic, com baixa no consumo das famílias.
Além disso, a inflação desacelerou e deu espaço para novas reduções da Selic nos próximos meses, ainda que o ambiente para 2027 não seja tão otimista.
Contudo, as expectativas para a inflação seguem acima do centro da meta e, também, o cenário externo tem riscos relevantes.
Nesta quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) começou um ciclo de altas de juros, subindo as taxas em 0,25 ponto percentual.
A cotação do petróleo segue acima de US$ 100, com o ambiente geopolítico tenso.
A preocupação é crescente de que o conflito entre os Estados Unidos e o Irã alimente a inflação e leve os bancos centrais a manterem os juros altos por mais tempo.
Além disso, a eleição presidencial e a situação fiscal são importantes riscos, na visão do mercado.
Um governo gastador demais aceleraria a inflação novamente, o que levaria a autoridade a deixar os juros altos por mais tempo para controlar a inflação.
O Boletim Focus da última segunda-feira (14), relatório divulgado pelo Banco Central que reúne as expectativas dos economistas, apontava que a expectativa para a inflação em 2027 subiu pela quinta semana seguida, de 4,29% para 4,30%, acima do centro da meta do Banco Central, de 3%.
Contudo, com o limite tolerável de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo e, portanto, o topo da meta em 4,50%, a expectativa aponta para uma inflação menor que esse teto.
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