Em derrota para Trump, Suprema Corte dos EUA não permite que Serviço Postal restrinja votos por correio nas eleições de novembro
Caixa do Serviço Postal dos EUA instalada em Manhattan, em Nova York Andrew Kelly/Reuters A Suprema Corte dos EUA recusou-se, nesta segunda-feira (14), a permitir que o Serviço Postal dos EUA aplicasse uma regra que dificultaria o envio de cédulas de votação por correio.
A decisão é um revés aos esforços do presidente Donald Trump para restringir o voto por correspondência antes das eleições de meio de mandato de novembro, que definirão o controle do Congresso. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os magistrados rejeitaram o pedido do Departamento de Justiça para derrubar uma decisão da juíza federal Indira Talwani, de Boston, que impediu o Serviço Postal de aplicar a medida enquanto tramitam ações judiciais movidas por estados e grupos de defesa do direito ao voto.
A agência adotou a medida depois que Trump emitiu uma ordem executiva em março visando endurecer as regras que regem o voto por correio.
O ministro Samuel Alito, acompanhado pelo também conservador Clarence Thomas, divergiu da decisão de segunda-feira, escrevendo que o governo Trump "provavelmente terá sucesso no mérito de seu recurso".
Os colegas republicanos de Trump travam uma disputa acirrada para manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato.
Restringir as cédulas por correio beneficiaria os republicanos, visto que os eleitores democratas utilizam esse método de forma desproporcional, segundo várias pesquisas.
Outro juiz federal, Carl Nichols, de Washington, D.C., também decidiu contra a nova regra no domingo.
Pela nova regra, os estados devem fornecer ao Serviço Postal listas dos destinatários das cédulas e utilizar envelopes de envio e retorno aprovados pela agência, equipados com códigos de barras exclusivos.
O Serviço Postal poderia, então, recusar-se a enviar cédulas que não estivessem em conformidade com os novos padrões ou que estivessem associadas a eleitores não constantes nas listas.
Críticos afirmam que o plano poderia interromper a entrega de milhares de cédulas legítimas à medida que a votação de 3 de novembro se aproxima e causar caos, dados os planos iminentes de muitos estados de enviar cédulas por correio aos eleitores elegíveis.
O governo alegou que a nova regra evitaria fraudes eleitorais, embora evidências de tais fraudes sejam raras.
Trump assinou sua ordem executiva visando as cédulas por correio após anos questionando a segurança desse método, embora ele próprio vote frequentemente por correspondência.
Trump fez alegações falsas de fraude generalizada nas eleições dos EUA, incluindo sua derrota em 2020 para o ex-presidente democrata Joe Biden.
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