No IT Forum Upload CEO, executivos defendem confiança como base dos ecossistemas
Parceria sem confiança vira aliança oportunista, e aquisição sem cultura compartilhada raramente gera valor.
Foi o ponto de convergência entre Julio Britto , presidente-executivo (CEO, na sigla em inglês) da Quality , Frank Meylan , sócio da KPMG Brasil , e Douglas Silva , country manager da Globant Brasil , no painel “Crescimento é coletivo: o poder dos ecossistemas”, no IT Forum Upload CEO.
A mediação foi de Miguel Petrilli , cofundador do IT Forum.
Cultura decide quem fica Para Britto, a cultura é o critério central de uma aquisição.
A Quality, afirma, é uma empresa de serviços de tecnologia da informação (TI), atividade de muito trabalho, e por isso as pessoas precisam gostar de trabalhar.
A empresa reavalia cada profissional todos os anos: se não o contrataria de novo hoje, ele sai.
A maior tensão, segundo ele, vem dos empresários que passam a executivos de um dia para o outro e resistem às regras de decisão.
“O líder contamina para baixo”, diz.
Britto conta que a última aquisição atrapalhou os objetivos da companhia neste ano e que o aprendizado é corrigir mais rápido, porque as pessoas se revelam depois do fechamento.
Meylan reconhece que o histórico da KPMG também tem falhas.
“Talvez parte das integrações que fizemos não tenha sido muito benéfica”, afirma.
Para ele, o problema aparece meses depois do fechamento, quando falta acompanhamento para integrar as equipes.
Silva defende escrever os princípios da empresa e usá-los em contratação, promoção e reconhecimento, para evitar uma cultura de conveniência, em que se tolera quem bate a meta, mas prejudica a empresa.
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