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Choque anafilático: como reconhecer e agir?

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Choque anafilático: como reconhecer e agir?

O sistema imunológico é formado por várias células que, como soldados, ficam atentas a quem entra e quem sai do organismo e prontas para atacar os inimigos. Mas, em algumas pessoas, por causa de uma predisposição genética, alergias e outras condições, essa defesa reage de forma exagerada a substâncias consideradas inofensivas, como leite e amendoim, por exemplo. O resultado pode ser uma reação alérgica excessiva, que, em alguns casos, evolui para o choque anafilático .

“O choque anafilático é uma das apresentações mais graves da anafilaxia, uma reação sistêmica grave de hipersensibilidade, geralmente de início rápido, que pode comprometer diferentes órgãos e potencialmente levar à morte”, explica Fátima Rodrigues Fernandes, médica alergista e imunologista e presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

Quando o organismo identifica uma substância como ameaça, células do sistema imunológico, como os mastócitos e os basófilos, são ativadas rapidamente. Elas liberam uma grande quantidade de substâncias, entre elas a histamina, e provocam mudanças em diferentes partes do organismo. É como se vários alarmes fossem disparados ao mesmo tempo.

Os vasos sanguíneos, por exemplo, se dilatam e ficam mais permeáveis, fazendo com que líquido saia da circulação para os tecidos. Com menos líquido dentro dos vasos, a pressão arterial pode cair rapidamente. Ao mesmo tempo, as vias respiratórias podem se estreitar, os tecidos podem inchar e a produção de muco pode aumentar, dificultando a passagem do ar.

“ É uma combinação particularmente perigosa : o organismo perde rapidamente volume circulante efetivo ao mesmo tempo em que os vasos estão muito dilatados. O coração passa a receber menos sangue e órgãos vitais podem deixar de ser adequadamente perfundidos. E tudo isso pode acontecer em minutos”, detalha Fernandes.

Segundo o Registro Brasileiro de Anafilaxia, da Asbai, os principais desencadeantes são alimentos , medicamentos e picadas de insetos como abelhas, formigas e vespas . Os dados levam em conta informações de 406 pacientes registrados entre junho de 2021 e fevereiro de 2026. Desse total, 48,3% das reações ocorreram dentro de casa.

Entre os alimentos, leite, marisco, ovos, trigo e amendoim são os mais comuns. Entre os remédios, os principais são agentes biológicos, anti-inflamatórios e antibióticos.

Existe um mito de que uma pessoa com anafilaxia necessariamente vai ter urticária — ou seja, coceira e vermelhidão. Mas isso não é verdade, de acordo com os especialistas. Há vários sintomas e eles podem surgir isoladamente e depois progredir ou aparecer simultaneamente. Veja os principais:

Segundo Thiago Cassi Bobato, médico emergencista, durante uma anafilaxia, o primeiro passo é chamar o socorro imediatamente (Samu 192) . Ao mesmo tempo, deve-se aplicar adrenalina intramuscular o quanto antes, se houver um autoinjetor disponível, na parte lateral da coxa.

“A adrenalina é o único medicamento que reverte a anafilaxia e salva vidas. Ela atua de forma imediata. Causa vasoconstrição, elevando a pressão arterial, e o relaxamento do músculo brônquico, melhorando a respiração.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em drauziovarella.uol.com.br — o conteúdo pertence a Portal Drauzio Varella.

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