segunda-feira, 17 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Política

Expectativas ruins encarecem crédito para empresas, diz Troyjo

Poder360 ·
Expectativas ruins encarecem crédito para empresas, diz Troyjo

Para o ex-presidente do Banco dos Brics, deterioração das expectativas mantém juro alto e reduz competitividade do setor privado

A percepção sobre a trajetória das contas públicas influencia os juros e o custo do crédito para as empresas. Dúvidas sobre a capacidade do governo de controlar despesas e estabilizar a dívida elevam a percepção de risco e podem encarecer o financiamento de investimentos.

Para o economista Marcos Troyjo , ex-presidente do NDB (Novo Banco de Desenvolvimento), conhecido como Banco dos Brics, esse efeito começa nas expectativas dos agentes econômicos e chega às decisões tomadas pelas empresas.

Troyjo afirma que “a economia é o que ela é, mais o que as pessoas acham que ela será” . Na prática, a percepção sobre o futuro das contas públicas pode influenciar decisões tomadas no presente, como investimentos, contratações e planos de expansão.

No Brasil, dúvidas sobre a capacidade de o governo controlar as despesas e estabilizar a dívida aumentam a percepção de risco. Isso pode elevar o custo de financiamento do país e, por consequência, o custo de capital das empresas.

A Selic, taxa básica de juros , está em 14% ao ano desde 6 de agosto de 2026. O nível elevado dos juros encarece linhas de crédito e aumenta o custo de financiar capital de giro, estoques, máquinas e projetos de expansão.

O impacto sobre as empresas pode começar antes de a política monetária produzir todos os seus efeitos sobre a economia. Se a perspectiva é de juros elevados por mais tempo, uma empresa pode adiar investimentos, evitar novas dívidas ou rever projetos de expansão. O financiamento mais caro reduz o retorno esperado dessas iniciativas.

Há também a transmissão da política monetária para a economia. Uma alteração na Selic leva tempo para chegar às taxas de crédito, ao consumo, aos investimentos e à atividade econômica. O Banco Central afirma que a política monetária afeta a economia com defasagens longas, variáveis e incertas.

Troyjo usa uma metáfora para explicar como a necessidade de financiamento do governo afeta o setor privado. Segundo ele, o governo entra no mercado de crédito com uma “boca gigante” para obter os recursos necessários ao financiamento de sua dívida.

“Na medida em que o governo precisa de tantos recursos para fazer o seu serviço de dívida, ele entra no mercado com uma boca gigante tomando crédito” , afirma.

A elevada necessidade de financiamento do setor público pode aumentar a competição por recursos com as empresas. Em um ambiente de juros elevados, captar recursos fica mais caro, o que pode reduzir o espaço para investimentos privados.

O efeito é especialmente relevante para projetos de longo prazo. Quanto maior o custo do financiamento, maior precisa ser o retorno esperado de um investimento para compensar o risco e o custo do dinheiro.

Ler a notícia completa no Poder360 ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.

Mais de Poder360

Ver tudo ›

Mais em Política

Ver tudo ›